Praga de lagarta pode ser "bioterrorismo"

A Polícia Federal investiga possibilidade de bioterrorismo como causa da infestação inédita da Helicoperva no Brasil; praga já causou prejuízos de mais de R$ 1 bilhão e compromete 228 mil hectares de algodão somente na Bahia; o secretário de Agricultura do Estado (Seagri), Eduardo Salles, disse que o governo aguarda liberação da Anvisa para aplicação do produto agroquímico Benzoato de Amamectina, específico para combate à Helicoperva

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Bahia 247

O secretário de Agricultura do Estado (Seagri), Eduardo Salles, deu declaração um tanto quanto curiosa sobre a helicoperva, lagarta que já destruiu plantações inteira de algodão e soja em pelo menos nove cidades da região Oeste da Bahia. Para o secretário, a praga da lagarta pode ser um ato de "bioterrorismo".

A infestação, nunca antes registrada no Brasil, já causou prejuízos superiores a R$ 1 bilhão e compromete 228 mil hectares de algodão somente na Bahia. A suspeita de um possível ataque bioterrorista é investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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Em uma reunião em Barreiras no final de semana entre produtores, secretários de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde dos municípios afetados, além de promotores do Ministério Público Estadual (MP-BA) e do Trabalho (MPT), ações e regras foram definidas para a aplicação do produto agroquímico Benzoato de Amamectina no combate à lagarta.

Segundo Salles, o produto, importado, já está em solo brasileiro e chegará ao município de Luís Eduardo Magalhães até quarta (15), onde ficará armazenado e autorizado o uso sob o monitoramento da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

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Os promotores dos ministérios públicos do Estado e Federal aguardam ainda as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para dar sequência ao processo de aplicação.

"Estima-se que com a utilização deste produto específico para a Helicoverpa aconteça redução populacional para assim podermos agir no manejo da lavoura", afirma Eduardo Salles, que também é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura.

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