PPS seduzido pelo desenvolvimentismo do PSB
Um projeto desenvolvimentista e não consumista, como o do PT; esse é o mote do deputado federal Roberto Freire (PPS) para justificar a possibilidade do partido vir a apoiar o governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência em 2014, Eduardo Campos (PSB); de acordo com o congressista, o gestor tem apresentado medidas mais “estruturantes”, convergindo, assim, com os ideais dos pós-comunistas
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
PE247 – Um projeto desenvolvimentista e não consumista, como o do PT. Esse é o mote do deputado federal Roberto Freire (PPS) para justificar a possibilidade do partido vir a apoiar o governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência em 2014, Eduardo Campos (PSB). De acordo com o congressista, o gestor tem apresentado medidas mais “estruturantes”, convergindo, assim, com os ideais dos pós-comunistas. O parlamentar disse, ainda, que o PT não tem respeito da democracia por ter mantido os condenados do julgamento do Mensalão junto aos quadros do governo, o que, segundo ele, é uma tentativa de desmoralizar o Supremo Tribunal Federal (STF).
“(O governo Eduardo) Tem um projeto desenvolvimentista. Lula fez uma opção nitidamente por outro modelo, o modelo consumista. (...) São preocupações que o governador Eduardo Campos tem demonstrado. Inclusive, as suas últimas intervenções são muito claras, a discussão de coisas mais estruturantes. (...) Nessa ambiguidade de opções, você encontra o governador com uma ideia mais desenvolvimentista, e isso coincide razoavelmente com o que pensa o PPS, mas o PPS está discutindo”, afirmou Roberto Freire.
O deputado expôs, mais uma vez, a sua insatisfação com o Governo do PT, em entrevista ao Jornal do Commercio. “Estamos tentando construir uma alternativa, um bloco alternativo ao sistema de forças que está no governo, levando em consideração dois aspectos fundamentais. Um é a defesa da democracia. Não é que ela se encontra ameaçada, mas por eles (o governo do PT) não é muito respeitada. (...) Outro aspecto é que a República não é devidamente respeitada por esse governo e pelo PT”, declarou Freire.
“Basta conhecer o que fazem com o supremo em função do julgamento do mensalão. A tentativa de, reiteradas e reiteradas vezes, manter os ‘mensaleiros’ no governo e sempre tentando desmoralizar a alta corte de Justiça do País. Isso é evidentemente um atentado à República”, afirmou o deputado. Como consequência do julgamento do Mensalão, foram condenados três dos principais réus do caso: o ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu (10 anos de prisão), o ex-presidente do PT José Genoíno (6 anos) e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares (2 anos).
Aécio Neves e José Serra
Para Roberto Freire, o senador e pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, fez um “excelente” governo em Minas Gerais (2003-2010) e tem uma identificação significativa com a política econômica do Governo FHC (1994-2002). “Mas faltou aquilo que parece que aqui (em Pernambuco) tem: um projeto de desenvolvimento”, observou. O deputado disse que ainda não há definição dentro do PPS sobre quem o partido apoiará no próximo ano.
Já o ex-governador de São Paulo, José Serra, está com o seu futuro indefinido. Após, o senador Aécio Neves fechar o apoio do chefe do Executivo paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), ganhou mais força a especulação de que Serra poderia integrar os quadros do PPS. “Não tem nada de concreto. A única coisa que tem certo fundamento é a possibilidade (de trocar o PSDB pelo PPS) porque o convite já foi feito há muito tempo”, disse.
O congressista também fez questão de ressaltar que é inexistente a possibilidade de Serra disputar o governo de São Paulo pelo PPS. “É especulação, há invencionice nessa tese. Em São Paulo, nós estamos muito bem, inclusive junto com o PSB, o que não atrapalharia em nada uma posição que fosse porventura com Eduardo, até porque o PSB também está com Alckmin. (...) Serra não vai sair do PSDB para ser candidato contra Alckmin, isso não existe. Isso seria um total contrassenso”, acrescentou Freire.
Sobre a ex-ministra de Meio Ambiente, que, atualmente, se esforça no recolhimento de assinaturas para criar o seu partido, o Rede Sustentabilidade, Freire disse apenas que foi feito um convite para que Marina ingressasse no PPS. “Eu diria que tem dentro do PPS setores que simpatizam com Marina Silva e, inclusive, nós oferecemos a ela o PPS quando estava em busca de um partido”, complementou.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247