Porto Sul: Wagner afirma que obedeceu exigências
"Estou consciente do trabalho que fizemos. Nos reunimos com o Ministério Público e com todos aqueles que estavam dispostos a dialogar. Este processo de licenciamento contou com recorde de participação. E, ainda assim, alguns tentam estigmatizar o porto, sobre isso fica bem mais difícil buscar o entendimento", afirma o governador; MPF e MPE-BA pediram à Justiça suspensão da licença provisória concedida pelo Ibama
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Bahia 247
O governador Jaques Wagner (PT) comentou sobre a decisão do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual (MPE-BA) de pedir à Justiça a suspensão da licença provisória concedida pelo Ibama para a construção do Porto Sul, em Ilhéus.
O chefe do Executivo baiano afirma que o processo de licenciamento do porto contou com diálogo e democracia. Ele afirmou que, sem o porto, a Bahia estará fora da rota logística de desenvolvimento do País.
"Estou consciente do trabalho que fizemos. Nos reunimos com o Ministério Público e com todos aqueles que estavam dispostos a dialogar. Este processo de licenciamento contou com recorde de participação. E, ainda assim, alguns tentam estigmatizar o porto, sobre isso fica bem mais difícil buscar o entendimento", disse o governador.
O Ibama, em parceria com o Governo da Bahia, realizou sete audiências públicas, com a participação de mais de oito mil pessoas dos municípios envolvidos na área de abrangência do Porto Sul.
Segundo Wagner, as audiências trouxeram contribuições para o projeto, como a redução de dragagem e do volume de pedras para o quebra-mar, a redução da área ocupada, além de outras adequações.
"Agora, se não querem que a Bahia tenha a maior obra logística de todos os tempos, que é o complexo Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e Porto Sul, não cairemos na ingenuidade de achar que tudo é pelo bem. Tem interesses comerciais nisso. Ninguém tem interesse que exista mais um porto, mais uma ferrovia competindo com outras ferrovias. Não cairemos nas dificuldades criadas para excluir a Bahia do desenvolvimento, dos novos investimentos. Vamos continuar com o diálogo e com as compensações ambientais que precisam ser feitas. Estamos cientes da necessidade que a Bahia tem de estar nas rotas comerciais da economia global", disse o governador.
Ao defender o complexo logístico como importante vetor de escoamento da produção do oeste baiano, o governador citou o exemplo do Porto de Salvador e ressaltou que o Porto Sul não prejudicará o turismo. "Um dos metros quadrados mais caros de Salvador fica a 1 quilômetro do porto da cidade. O Porto Sul ficará a 20 quilômetros de distância dos pontos turísticos de Ilhéus", completou.
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