Por ter apoiado o golpe, Cristovam não consegue lançar livro em Minas
O custo do apoio ao golpe de 2016, que destruiu a economia e a imagem do Brasil, se torna cada vez maior para os políticos que o apoiaram; nesta terça-feira 18, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) precisou cancelar o lançamento de seu livro "Mediterrâneos invisíveis" na Universidade Federal de Minas Gerais após protestos de professores e alunos; apoiador do impeachment que derrubou Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade, o parlamentar ouviu gritos de "golpista" e "traidor da Educação"; duro revés para um senador que já foi reitor na UnB e se tornou persona non grata nas universidades federais; assista
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Minas 247 - O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) cancelou o lançamento do seu novo livro 'Mediterrâneos invisíveis', previsto para a tarde desta terça-feira (18) na Universidade Federal de Minas Gerais.
O cancelamento se deu após o senador ser alvo de protestos e de gritos de "golpista" e "traidor da Educação".
Cristovam chegou na universidade para participar de uma palestra sobre as saídas para a crise política e econômica do país, mas, quando deixava o auditório para almoçar, foi seguido por alunos que fizeram um escracho contra o parlamentar.
Alegando razões de falta de segurança, a equipe do senador optou por não comparecer novamente ao local para o lançamento do livro.
A relação entre o senador e movimentos sociais e partidos de esquerda ficou abalada em 2016, quando Cristovam, ex-ministro da educação do governo Lula (PT), votou de forma favorável ao impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder sem crime de responsabilidade.
Recentemente, ele também votou pela aprovação das reformas do governo Michel Temer.
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