Por participação em ato público, servidores do Ifal podem ser demitidos

Um processo administrativo movido pela direção do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) no campus Satuba pode resultar na demissão de quatro servidores ligados ao sindicato da categoria; eles são acusados de "desobediência grave em serviço", durante uma greve ocorrida em 2014; indiciamento é resultado do trabalho de três comissões, que avaliaram provas e ouviram os envolvidos; durante a mobilização, os servidores ocuparam um espaço público, apesar de haver um interdito proibitório

Um processo administrativo movido pela direção do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) no campus Satuba pode resultar na demissão de quatro servidores ligados ao sindicato da categoria; eles são acusados de "desobediência grave em serviço", durante uma greve ocorrida em 2014; indiciamento é resultado do trabalho de três comissões, que avaliaram provas e ouviram os envolvidos; durante a mobilização, os servidores ocuparam um espaço público, apesar de haver um interdito proibitório
Um processo administrativo movido pela direção do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) no campus Satuba pode resultar na demissão de quatro servidores ligados ao sindicato da categoria; eles são acusados de "desobediência grave em serviço", durante uma greve ocorrida em 2014; indiciamento é resultado do trabalho de três comissões, que avaliaram provas e ouviram os envolvidos; durante a mobilização, os servidores ocuparam um espaço público, apesar de haver um interdito proibitório (Foto: Voney Malta)


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Alagoas 247 - Um processo administrativo movido pela direção do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) no campus Satuba pode resultar na demissão de um grupo de servidores ligados ao sindicato que representa a categoria. Os profissionais são acusados de "desobediência grave em serviço", durante uma greve ocorrida em 2014, e têm até o dia 14 de agosto para apresentar defesa.

Caso sejam condenados, o presidente do Sindicato dos Servidores Federais Profissional e Tecnológica no Estado de Alagoas (Sintietfal), Hugo Brandão; o tesoureiro da entidade, Gabriel Magalhães; a diretora juídica, Elizabete Patriota; e o diretor de políticas associativas, Wilson Ceciliano, terão que deixar os cargos aos quais galgaram por meio de concurso público.

Os quatro são servidores efetivos do campus Satuba e participaram ativamente de uma mobilização nacional ocorrida no dia 9 de julho de 2014. Na oportunidade, eles protestaram nos campi do Ifal em Alagoas contra o corte de recursos destinados para instituições públicas federais, anunciado pelo governo da então presidente Dilma Rousseff (PT).

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"Nós apenas exercemos o nosso direito constitucional de greve, que, inclusive, foi considerada legal pela Justiça à época. Entendemos que esse processo foi um ato político e sem fundamento. Nossa defesa está bem estruturada e acreditamos que não seremos condenados ao fim do processo", explicou Hugo Brandão, por telefone, à reportagem da Gazetaweb.

De acordo com Brandão, durante o ato público, o grupo chegou a ser agredido por estudantes e pais de alunos que queriam a desocupação do prédio. No entanto, segundo ele, nenhum processo administrativo foi aberto para investigar o fato. "Você quer um exemplo melhor que esse para ilustrar a perseguição que sofremos por lutar por nosso direito?", questiona o sindicalista.

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O Sintietfal prepara uma manifestação para a próxima quinta-feira (10), na porta da Reitoria do Ifal, no bairro de Jatiúca, em Maceió, na qual deve cobrar um desfecho para o caso.

Brandão acrescenta que os reitores da Universidade Federal de Alagoas, Valéria Correia, e da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Jairo Campos, emitiram nota oficial manifestando apoio aos servidores e contra qualquer tipo de perseguição no ambiente de trabalho.

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IFAL

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) informou que o processo administrativo está em tramitação e que ainda não chegou à Reitoria. No entanto, de acordo com o assessor executivo Maurício Pereira, o indiciamento é resultado do trabalho de três comissões, que "avaliaram provas e ouviram os envolvidos".

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"Durante a mobilização, os servidores ocuparam um espaço público, apesar de haver um interdito proibitório. Dessa ocupação surgiu um conflito, do qual há imagens que mostram agressões de ambos os lados. Uma comissão instaurou uma sindicância que concluiu pela abertura do processo administrativo disciplinar. Outra comissão concluiu pelo indiciamento, após ouvir os envolvidos. O processo segue tramitando e ainda não chegou para avaliação da Reitoria", informou.

Contudo, ainda segundo o sindicato, o juiz federal Frederico Wildson da Silva Dantas declarou extinto, em janeiro de 2015, o processo acerca do interdito proibitório, sem exame do mérito, de modo que, para o Sintietfal, o argumento do instituto não seria plausível.

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Com gazetaweb.com

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