“Populista”, vice-presidente da Câmara assume a casa se Maia substituir Temer

Nos bastidores, a disputa para comandar a Câmara dos Deputados caso Michel Temer seja afastado já movimenta deputados; mas, num primeiro momento, é o primeiro-vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (PMDB-MG), que ocupará a cadeira se  Rodrigo Maia (DEM-RJ) deixar a presidência da Câmara para ficar interinamente no Planalto; a gestão de "Fabinho", que chegou ao cargo reunindo apoio em vários grupos e partidos ao oferecer generosos banquetes em seu apartamento, já desperta a atenção de analistas do mercado; receio é de que ele vote projetos mais populistas para agradar aos colegas às vésperas da eleição

Fábio Ramalho
Fábio Ramalho (Foto: Giuliana Miranda)


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Minas 247 - Caso Rodrigo Maia substitua Michel Temer no Planalto, quem assume o comando da Câmara dos Deputados inicialmente é o primeiro-vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (PMDB-MG).

A gestão de "Fabinho", que chegou ao cargo reunindo apoio em vários grupos e partidos ao oferecer generosos banquetes em seu apartamento, já desperta a atenção de analistas do mercado e parlamentares da base que estão na linha de frente das reformas e levantam dúvidas sobre a agenda que o pemedebista adotaria em sua interinidade.

O receio é de que, com a caneta na mão, o vice-presidente da Câmara vote projetos mais populistas para agradar aos colegas às vésperas da eleição. O temor é que a pauta, ao contrário de impor mais rigor fiscal, isso abra os cofres para a reeleição dos deputados.

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Esse movimento iria na contramão das expectativas de empresários e do mercado financeiro de que, caso Temer seja afastado com a autorização da Câmara e recebimento da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Maia daria novo fôlego para a reforma da Previdência ao comandar interinamente o Executivo, mantendo a coalizão governista, a agenda e equipe econômica.

Nesse cenário, porém, a Câmara ficará sob o comando também interino de Fábio Ramalho por até 180 dias, prazo que o Supremo tem para julgar se Temer cometeu o crime de corrupção passiva ao supostamente negociar propina com a JBS em troca de favores à empresa, o que ele nega. Só haverá eleição para o comando da Casa se o posto ficar vago definitivamente e Maia vencer eleição indireta no Congresso.

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As informações são de reportagem de Raphael Di Cunto e Marcelo Ribeiro no Valor.

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