Polícia pede prisão preventiva de investigados
Suspeitos de envolvimento em incêndio na boate Kiss, os dois sócios da casa noturna e os dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira estão detidos há um mês na Penitenciária Estadual de Santa Maria; justificativa para o pedido de prisão preventiva é a necessidade de prorrogação do prazo de conclusão do inquérito em 10 dias
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Sul 21 - O grupo de delegados que investiga o incêndio na boate Kiss de Santa Maria protocolou nesta quinta-feira (28) pedido de prisão preventiva dos dois sócios da casa noturna e dos dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, apontados como responsáveis pela morte de 239 pessoas vitimadas no incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro.
A justificativa dos delegados para o pedido é a preservação da vida dos investigados, além da necessidade de prorrogação do prazo de conclusão do inquérito em 10 dias. Os quatro suspeitos estão detidos há um mês na Penitenciária Estadual de Santa Maria.
Também nesta quinta-feira o advogado Jader Marques, que defende o sócio da boate Kiss Elissandro Callegaro Spohr – conhecido como Kiko – divulgou nota à imprensa, afirmando que o Ministério Público (MP) de Santa Maria poderia ter pedido a interdição da casa noturna em 2011. Na ocasião, os sócios e o órgão firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que determinava a resolução de problemas de poluição sonora.
O MP havia indeferido o pedido de prorrogação da prisão de Kiko feito pelo seu advogado. Segundo os promotores de Justiça Joel Oliveira Dutra e Maurício Trevisan, "o advogado não possui qualquer legitimidade em pedir a (ou a prorrogação da) prisão, a qualquer título, de seu próprio cliente". A decisão foi encaminhada ao juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, e foi negada nessa quarta-feira pela Justiça de Santa Maria.
Com informações do Correio do Povo
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