Polícia mata mais de um por dia em confronto

Números da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP), revelam que em 244 dias foram registrados 267 óbitos de pessoas envolvidas em confrontos com policiais; números são maiores do que Rio de Janeiro e São Paulo; "Não comemoramos nenhuma morte. Antigamente, se bradava que bandido bom era bandido morto. Não existe mais isso. Trabalhamos com a ideia de aproximação da comunidade", comenta o secretário Maurício Barbosa

Polícia mata mais de um por dia em confronto
Polícia mata mais de um por dia em confronto (Foto: Divulgação)


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Bahia 247

Números da Coordenação de Documentação e Estatística Policial (Cedep), órgão da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP), revelam que em 244 dias foram registrados 267 óbitos de pessoas envolvidas em alegados confrontos com policiais. O resultado é mais de uma morte por dia nos Autos de Resistência (AR).

A soma representa um crescimento de 58,9% nos casos de 'resistência seguida de morte' em relação ao mesmo período do ano passado, quando morreram 168 pessoas. No total deste ano, foram 103 mortes na capital, 50 na Região Metropolitana e 114 nas outras cidades do interior, conforme matéria publicada no Correio*.

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Se forem contabilizadas apenas as mortes do primeiro semestre, a Bahia registrou 191 óbitos em AR, o que corresponde a uma taxa de 2,73 mortes por cada 100 mil habitantes. No estado de São Paulo, onde de janeiro a junho ocorreram 239 mortes, a taxa é de 1,16. Já no estado do Rio de Janeiro, os dados apontam 214 mortes nos primeiro seis meses do ano, chegando a uma taxa de 2,68.

Se levados em conta apenas os números das capitais, a taxa de mortes em confronto com a polícia em Salvador, no primeiro semestre, é de 5,77. Ao todo, o Cedep registrou 77 casos na capital baiana. Em São Paulo, foram 147 mortes (taxa de 2,62), e na capital fluminense, 132 mortes (4,19).

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Mesmo defendendo o AR como uma forma de respaldar a ação policial, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, acha que todas as operações devem ser cautelosas.

"Não comemoramos nenhuma morte. Antigamente, se bradava que bandido bom era bandido morto. Não existe mais isso. Trabalhamos com a ideia de aproximação da comunidade", afirmou Barbosa, na inauguração da Base Comunitária de Segurança do Bairro da Paz.

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