Polícia investiga fraude em processo que envolve Andrade Gutierrez e Metrô
A Polícia Civil investiga se houve fraude dentro da própria perícia técnica designada pela justiça de São Paulo na negociação que envolve assistentes e a Andrade Gutierrez; a empreiteira move uma ação contra o Metrô de São Paulo, cujo valor supera R$ 400 milhões; a construtora processou o Metrô em 2016, depois de ter sido multada e afastada das obras da linha 17-Ouro, devido ao atraso em sua execução
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247 - A Polícia Civil investiga se houve fraude dentro da própria perícia técnica designada pela justiça de São Paulo na negociação que envolve assistentes e a Andrade Gutierrez. A empreiteira move uma ação contra o Metrô de São Paulo, cujo valor supera R$ 400 milhões. A construtora processou o Metrô em 2016, depois de ter sido multada e afastada das obras da linha 17-Ouro, devido ao atraso em sua execução.
Em fevereiro deste ano, o departamento jurídico da companhia de transporte recebeu uma denúncia de Paulo Henrique Mendes, que dizia ser engenheiro de uma prefeitura. Segundo ele, dois assistentes do perito indicado pela Justiça teriam negociado com representantes da Andrade Gutierrez elaborar um relatório favorável à empreiteira. Além disso, o perito oficial, Ivan Maya de Vasconcellos Jr., não poderia realizar esse serviço por estar senil, conforme Mendes.
O Metrô, então, encaminhou uma notícia crime ao Ministério Público, que pediu à Polícia Civil a abertura de um inquérito. As investigações começaram em junho pelo departamento de crimes contra a administração da polícia de São Paulo. Em março, a peritagem foi suspensa pela juíza que assumiu o processo, Maricy Maraldi, por haver “hipótese de mácula no procedimento”, segundo informou o Tribunal de Justiça de São Paulo. A linha começou a ser construída em 2012, e hoje a previsão é que fique pronta em dezembro de 2019. O custo total estimado é de R$ 3,7 bilhões.
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