PM enfrenta manifestantes pelas ruas de São Paulo

Polícia Militar alega que os mais de 60 presos portavam coquetéis molotov, facas e maconha; manifestantes foram agredidos e ao menos sete jornalistas da Folha de S.Paulo ficaram feridos, dois deles por balas de borracha no rosto; manifestantes enfrentaram a polícia enquanto seguiam rumo à Avenida Paulista, no quarto protesto contra o aumento de R$0,20 nas passagens; região do centro até a principal avenida da cidade virou praça de conflito; governo Alckmin adiantou que não iria conciliar com os participantes do Movimento Passe Livre

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SP247 – O centro de São Paulo virou, pela segunda vez em dois dias, uma praça de guerra. Aos primeiros sinais de possibilidade de violência, no momento em que integrantes da passeata organizada pelo Movimento Passe Livre jogaram cones de trânsito em policiais, a Polícia Militar agiu. Foram feitas mais de 60 prisões entre os manifestantes, que marcam posição contra o aumento de vinte centavos nas passagens de ônibus.

Ao menos sete jornalistas da Folha de S.Paulo, uma delas da TV Folha, foi atingida por uma bala de borracha no olho. Giuliana Vallone relatou ao Estadão estava em um estacionamento na Rua Augusta quando uma viatura da Rota se aproximou em baixa velocidade e um PM que estava no banco de trás atirou contra ela.

Segundo a PM, os presos no final da tarde desta quinta-feira 13 portavam coquetéis molotov, facas e maconha. Houve, no entanto, agressões a jornalistas. Transeuntes foram parados por policiais e tiveram bolsas e mochilas revistadas. Comerciantes do entorno do Teatro Municipal, no final do Viaduto do Chá, baixaram as portas de suas lojas. A concentração seguia às 18h00 sob o signo da tensão.

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A Polícia Militar começou a reprimir por volta das 19h o quarto protesto contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo. A força tática usou bombas de gás e balas de borracha para impedir que os cercas de 5 mil manifestantes, de acordo com estimativa da PM, subissem a Rua da Consolação.

Mas os manifestantes subiram a rua, chegando à Avenida Paulista. Outro caminho utilizado foi a Rua Augusta, onde os manifestantes se misturaram aos carros que trafegavam na via. O ato saiu da frente do Theatro Municipal e passou pela Praça da República. Os policiais negociavam com representantes do Movimento Passe Livre para que a manifestação se encerrasse na Praça Roosevelt, mas, durante a negociação, os manifestantes simplesmente continuaram com o protesto e seguiram adiante.

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Agora, grupos menores estão espalhando lixo pelas ruas e ateando fogo, a exemplo do que foi feito após a repressão dos outros atos. Desde o começo da manifestação, a polícia acompanhou o ato com grande contingente e prendendo diversas pessoas. Foram detidas pessoas que, segundo a PM, portavam drogas, armas brancas, vinagre ou fazendo pichações.

Este é o quarto ato desde o dia 6 contra o aumento das tarifas públicas, que passou de R$ 3 para R$ 3,20 na semana passada. Nos três atos houve confronto com a polícia e depredações feitas pelos manifestantes.

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Com Agência Brasil

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