Plano de saúde vai suspender atendimento

Os médicos credenciados pelos planos de saúde farão protestos, em outubro, suspendo o atendimento aos usuários, categoria reinvidica melhores honorários pelas operadoras; Apenas serviços de urgência e emergência serão mantidos

Plano de saúde vai suspender atendimento
Plano de saúde vai suspender atendimento (Foto: Odua Images/Shutterstock)


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 Leonardo Lucena_PE247 – Conforme estava previsto desde o começo deste mês, os médicos credenciados pelos planos de saúde farão protestos, em outubro, suspendo o atendimento aos usuários. . Trata-se de uma espécie de semana prévia de greve a ser deflagrada em nível nacional. A categoria reivindica melhores pagamentos referentes aos honorários, bem como o respeito à Classificação Brasileira Hierarquizada de Honorários e Procedimentos Médicos (CBHPM). A decisão foi tomada em assembleia realizada na Associação Médica de Pernambuco (AMPE).

A primeira parte das manifestações ocorrerá do dia oito ao dia onze do próximo mês. Já a segunda, vai de 15 a dezenove. Sul América, Hapvida, Bradesco Saúde, Itaú/Unibanco Saúde, AIG, AGF e Allianz são os planos que terão o atendimento suspenso pelos profissionais e, mesmo assim, não se demonstraram abertos às negociações em Pernambuco.  No entanto, não é o caso de outras empresas que representam o segmento da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), como Petrobrás, Banco do Brasil (BB) e os Correios.

“Está havendo uma fuga de médicos dos planos de saúde, porque os honorários estão defasados. Os profissionais não estão mantendo seus consultórios”, afirma o presidente da Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM) e diretor financeiro do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Mário Lins.

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De acordo com o dirigente, na década nos anos 70 e 80, as empresas de plano de saúde gastavam 70% de suas despesas com os honorários. Hoje, esse percentual gira em torno de 14%. Além disso, os 48 milhões de usuários em todo o país representam cerca de 20% da população brasileira que usufrui de serviços da saúde e geram uma receita de R$ 82 bilhões anualmente, enquanto que os 80% dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS), geram R$ 58 bilhões por ano.

“Isso é só para ter uma noção da desproporção quando a gente compara as receitas geradas com o total de clientes. E isso preocupa porque o número de médicos credenciados nos planos vem diminuindo ano a ano”, acrescenta Mário Lins. Ao todo, quatro segmentos atuam na área de planos de saúde no País: além da Unidas, forma este quadro a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), a Unimede e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde).

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É bom lembrar que os serviços de emergência e de urgência serão mantidos. Enquadram-se, por exemplos, casos como hemorragia, câncer, parada respiratória, perda de algum membro do corpo, picada de cobra ou escorpião, hemodiálise, entre outros. Além do Simepe e da Amepe, integram a CEHM o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e a Federação das Cooperativas de Especialidades Médicas (Fecem-PE).

 

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