Pimentel: CPI vai mostrar desvio de recursos da Previdência

Em pronunciamento no Senado, José Pimentel (PT-CE) afirmou que a CPI da Previdência Social revelará que os recursos do sistema estão sendo utilizados para outros fins desde a sua criação, em 1923. De acordo com o parlamentar, os governos Lula e Dilma promoveram mudanças nas regras previdenciárias que asseguraram o equilíbrio no longo prazo, preservando direitos das diversas parcelas da sociedade, especialmente dos mais pobres. "Quando é administrada com seriedade, por pessoas competentes, ela é financeiramente equilibrada", declarou Pimentel

Em pronunciamento no Senado, José Pimentel (PT-CE) afirmou que a CPI da Previdência Social revelará que os recursos do sistema estão sendo utilizados para outros fins desde a sua criação, em 1923. De acordo com o parlamentar, os governos Lula e Dilma promoveram mudanças nas regras previdenciárias que asseguraram o equilíbrio no longo prazo, preservando direitos das diversas parcelas da sociedade, especialmente dos mais pobres. "Quando é administrada com seriedade, por pessoas competentes, ela é financeiramente equilibrada", declarou Pimentel
Em pronunciamento no Senado, José Pimentel (PT-CE) afirmou que a CPI da Previdência Social revelará que os recursos do sistema estão sendo utilizados para outros fins desde a sua criação, em 1923. De acordo com o parlamentar, os governos Lula e Dilma promoveram mudanças nas regras previdenciárias que asseguraram o equilíbrio no longo prazo, preservando direitos das diversas parcelas da sociedade, especialmente dos mais pobres. "Quando é administrada com seriedade, por pessoas competentes, ela é financeiramente equilibrada", declarou Pimentel (Foto: Rodrigo Rocha)


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Ceará 247 - O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou, nesta segunda-feira (8/5), em Brasília, que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Previdência Social revelará que os recursos da previdência estão sendo utilizados para outros fins desde a criação do sistema, em 1923. “Vamos fazer um trabalho minucioso, deixando claro para a sociedade que, de 1923 para cá, historicamente se utilizam recursos da previdência para outras finalidades”. A afirmação do senador Pimentel referiu-se a documento elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea), em 1999, analisando dados de 1946 a 1998.

O senador informou que apresentou requerimento à CPI, solicitando que o BNDES e o Ipea atualizem essas informações. “Estamos requerendo que o BNDES e Ipea atualizem esses dados, de 1999 a 2016, para deixar claro que o problema da previdência, ao longo da sua história, é gestão. Quando é administrada com seriedade, por pessoas competentes, ela é financeiramente equilibrada”, disse.

Segundo o senador, a CPI mostrará que o maior problema do sistema não é a falta de recursos e de sustentabilidade no longo prazo, mas sim a má gestão adotada por diversos governos para favorecer uma parcela da sociedade em detrimento do equilíbrio do sistema. Pimentel citou grandes obras realizadas no Brasil como exemplos desse uso indevido dos recursos do sistema previdenciário. Ele destacou a construção de Brasília, a Transamazônica, a ponte que liga as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, além da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

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Pimentel afirmou que os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff promoveram mudanças nas regras previdenciárias que asseguraram o equilíbrio no longo prazo, preservando direitos das diversas parcelas da sociedade, especialmente dos mais pobres, depois de amplo debate com a sociedade. Ele ressaltou que o governo Temer quer justamente inverter essa lógica, retirando direitos para privilegiar os interesses dos mais ricos e do mercado financeiro. “Nós temos convicção de que o processo adotado pelo presidente Lula e mantido por Dilma Rousseff é justo, é equilibrado e traz regras que são compatíveis com o resto do mundo e com a realidade brasileira. E é isso que o mercado não quer aceitar”, destacou.

Para o senador, a opção do governo Temer em privilegiar o mercado financeiro ficou muito clara quando o presidente da República extinguiu o Ministério da Previdência Social e passou o controle das contas previdenciárias para o Ministério da Fazenda, comandado pelo ministro Henrique Meireles. “O rombo de R$ 46 bilhões, de 2016, só aconteceu depois que o cofre da Previdência foi para a Fazenda, comandada pelo senhor Henrique Meireles, que é o ex-presidente do grupo JBS, o segundo maior devedor da Previdência Social. Ou seja, o segundo maior devedor da previdência estava exatamente sob a subordinação do atual ministro da Fazenda”, concluiu.

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Portanto, ressaltou o senador, “esta CPI vem num bom momento para que nós possamos fazer um forte debate sobre as contas públicas da previdência brasileira, deixando claro quem são os grandes devedores e, acima de tudo, esclarecendo para a nossa sociedade que este governo falta com a verdade. Ou melhor, que este governo traidor é mentiroso.”

(Com informações da assessoria parlamentar)

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