Pimenta explica por que não compartilha Globo e veículos golpistas

"O fato de a Rede Globo, raríssimas vezes, abrir espaço em sua programação para pautas progressistas não faz dela um veículo imparcial, comprometido com a pluralidade de opiniões e que mereça nossa credibilidade e respeito. Portanto, consideramos um grave erro reproduzir materiais da Rede Globo e da chamada grande mídia, reforçando a perpetuação desses veículos, que vivem a distorcer e manipular a realidade brasileira", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS)

Brasília - Deputado Paulo Pimenta concede entrevista no Salão Verde da Câmara dos Deputados (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Deputado Paulo Pimenta concede entrevista no Salão Verde da Câmara dos Deputados (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – No artigo abaixo, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) explica por que não compartilha nada que venha da Globo ou de veículos de comunicação alinhados com o golpe de 2016.

Por que não compartilhamos a Rede Globo, Veja e outros meios da “grande mídia” em nossas redes sociais*

Por Paulo Pimenta

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Nossa atuação nas redes sociais é pautada por um conjunto de princípios e compromissos com os valores da esquerda e do campo progressista.

Nossa página tem como princípio jamais publicar link ou matérias que tenham como fonte a mídia tradicional, especialmente, a Rede Globo e a Revista Veja, por entendermos que isso caracterizaria um equívoco de compreensão, pois, ao mesmo tempo em que reforçaríamos o papel destes veículos tradicionais, desconstituiríamos nosso discurso de denúncia de manipulação, e abdicaríamos do desfaio de construir uma rede alternativa diversa e qualificada de informação.

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Neste final de semana, dois vídeos exibidos pela TV Globo invadiram as páginas de esquerda. Num deles, o programa Zorra Total fazia uma crítica à Escola Sem Partido, pauta dos setores conservadores. No outro, o previsível historiador Leandro Karnal criticava no Programa Altas Horas a nova onda de perseguição e censura aos museus no Brasil.

O fato de a Rede Globo, raríssimas vezes, abrir espaço em sua programação para pautas progressistas não faz dela um veículo imparcial, comprometido com a pluralidade de opiniões e que mereça nossa credibilidade e respeito. Portanto, consideramos um grave erro reproduzir materiais da Rede Globo e da chamada grande mídia, reforçando a perpetuação desses veículos, que vivem a distorcer e manipular a realidade brasileira, a atacar as lideranças políticas de esquerda, seus militantes e a classe trabalhadora, e de tentar interferir no processo democrático brasileiro.    

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A única exceção, que vislumbramos para a utilização de conteúdos da grande mídia, deve atender exclusivamente aos objetivos de crítica a seus métodos, de desconstituição da sua narrativa e de contraponto a sua manipulação.

Entendemos que esse é um processo de disputa permanente, uma construção diária, árdua, porém necessária de enfrentamento ao monopólio da mídia no Brasil, que se constituiu ao longo do último século.

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Felizmente, temos, hoje, no Brasil uma blogosfera que nos permite, tranquilamente, sustentar nossa página sem a utilização de quaisquer vídeos, fotos, notícia e postagens dos veículos da grande mídia. Nesse sentido, entendemos, também, que as nossas redes devem servir ao fortalecimento da mídia progressista e dos blogs alternativos. Por isso, apoiamos as iniciativas da mídia alternativa, seja colaborando com materiais jornalísticos, divulgação de seus conteúdos e de campanhas de financiamento coletivo. 

Também compreendemos que é fundamental que existam princípios norteadores de conteúdo, como a defesa dos direitos humanos de justiça e igualdade social. Assim, não utilizamos qualquer tipo de humor que possa ter relação com qualquer tipo de discriminação (cor, sexo, gênero, religião, etc).

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Acreditamos que a audiência e o engajamento devam ser resultados de um trabalho de divulgação de informação responsável. A credibilidade dos meios de informação e divulgação do nosso mandato está acima de qualquer disputa por cliques. Foi acreditando nesse princípio que alcançamos o posto de um dos parlamentares mais influentes na internet, e assim seguiremos.

Assim sendo, jamais utilizamos de “Fake News” como forma de buscar audiência, pois não repetiremos as práticas utilizadas por veículos e páginas de movimentos que condenamos.        

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Por fim, nossas páginas são o espelho de nossa atuação parlamentar, portanto, é uma página com posição, de esquerda, de defesa da democracia e de denúncia do Golpe.

*Paulo Pimenta é jornalista e deputado federal pelo PT-RS. 

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