Pimenta diz que 2018 se inicia com mobilização em defesa de Lula e da democracia
Em entrevista nesta quinta-feira, o deputado Paulo Pimenta comentou a atuação da bancada oposicionista em 2017 e falou das perspectivas políticas para 2018; "em 2018 os desafios serão ainda maiores e dois temas precisam de mobilização imediata. O primeiro é o julgamento do ex-presidente Lula em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro; e o outro é a Reforma da Previdência, que estará na pauta na primeira semana de trabalho legislativo, em fevereiro”, alertou Pimenta
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Rio Grande do Sul 247 - O ano de 2017 ficou caracterizado no Parlamento e nas ruas como o ano de resistência do PT, das oposições e dos movimentos sociais e sindicais, contra a retirada de direitos promovida pelo governo ilegítimo de Temer. A avaliação é do novo líder da Bancada do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), que assumirá o cargo em definitivo no dia 2 de janeiro. “Em 2018 os desafios serão ainda maiores e têm dois assuntos que não podem esperar o ano começar, e que precisam de mobilização imediata. O primeiro é o julgamento do ex-presidente Lula em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro; e o outro é a Reforma da Previdência, que estará na pauta na primeira semana de trabalho legislativo do próximo ano, em fevereiro”, alertou.
Na tarde desta quinta-feira (21), Paulo Pimenta fez um balanço do trabalho parlamentar ao longo de 2017. Ele destacou a importante atuação do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) na liderança da bancada e alertou para a necessidade de deputados, senadores, trabalhadores e movimentos sociais se manterem mobilizados a fim de evitar retrocessos. “A Bancada do PT lutou muito, se não fosse isso a Reforma da Previdência teria sido aprovada”, analisou.
Para o deputado, é fundamental aproveitar esse período de festas de fim de ano e recesso parlamentar, em que os deputados e senadores estão nas suas bases, para fazer o convencimento, para deixar muito claro que aqueles que votarem pela reforma que acaba com a aposentadoria não voltarão para o Congresso nas eleições de 2018.
Mobilização
Pimenta informou sobre a mobilização e as manifestações que ocorrerão em Porto Alegre. Ele chamou a atenção para a deliberação do Diretório Nacional do PT e da Frente Brasil Popular, que definiu o dia 13 de janeiro como “Dia Nacional de Luta em Defesa da Democracia e do ex-presidente Lula”, com manifestações em todo o País. “A defesa do presidente Lula nas ruas começa no dia 13, com manifestações preparatórias para Porto Alegre, no dia 24. Será uma grande jornada de luta pela democracia e por justiça”, reforçou.
O novo líder do PT alertou que o julgamento no Tribunal Regional (TRF4) no dia 24 está marcado às 8h30, por isso as mobilizações e manifestações começarão nos dias 22 e 23. “Estou consultando a nossa bancada para viabilizar uma reunião no dia 22 lá em Porto Alegre. A reunião da Executiva Nacional do PT está marcada para o dia 23, também em Porto Alegre. A capital gaúcha viverá dias de fortes mobilizações e manifestações. Haverá marcha de movimentos sociais que partirá de várias cidades do interior do estado, com caravanas de todo o Brasil, além de atos com participação de lideranças internacionais e a presença de pessoas de renome no mundo político, cultural e esportivo”, antecipou. Segundo Pimenta, o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, o craque argentino Diego Maradona e o vocalista do U2 Bono Vox são aguardados em Porto Alegre.
Perseguição
O líder da bancada do PT falou também da perseguição ao ex-presidente. “Lula é injustiçado e perseguido porque ele está sendo condenado sem prova e, mais grave, sem crime”, afirmou. O deputado enfatizou que Lula não praticou nenhuma ilegalidade e que não há nenhum documento que demonstre atos que justifique a sua condenação.
Na avaliação do deputado Paulo Pimenta, Lula é perseguido porque fez um governo contrário aos interesses das elites, porque desenvolveu políticas públicas e incluiu milhões de brasileiros, porque investiu em educação e porque ampliou direitos trabalhistas. “Lula é perseguido porque quer voltar a presidir esse País para revogar todos os retrocessos, desmonte e entreguismo do governo golpista”, sintetizou.
Julgamento
Pimenta criticou também a pressa do TRF 4 para julgar Lula. Ele lembrou que em entrevista, o presidente do tribunal, Thompson Flores, chegou a anunciar que o julgamento aconteceria em agosto ou setembro, pela ordem normal dos processos que tramitam naquela corte. Citou ainda que pelo regimento interno do TRF4 o julgamento deve observar a ordem cronológica dos processos, com exceções para os casos de prescrição ou de réu preso. “O processo Lula não está nas excepcionalidades”, observou.
O novo líder destacou ainda que o TRF 4 volta do recesso judiciário no dia 21 de janeiro, mas o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça só retomam as atividade em fevereiro. “Como é possível se ter um julgamento quando as duas Cortes Supremas de apelação para resguardar o direito constitucional não estão funcionando?”, indagou.
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