Pimenta a Moro: como ficam agora os delatores de Vaccari?
Deputado Paulo Pimenta (PT-RS) questionou nesta quarta-feira, 28, o juiz Sérgio Moro sobre as consequências aos delatores que não apresentaram provas contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o que resultou na sua absolvição pelo TRF-4; "E agora Moro, como ficam os benefícios dados aos delatores que ajudaram a condenar Vaccari, se ele foi absolvido pelo TRF4?", questionou Pimenta, em sua página no Twitter; "Os benefícios dados aos delatores, só se confirmam na sentença. Se o acusado foi absolvido, aquilo que a Lava Jato prometeu não vale. Moro, os Golden Boys e suas teses para condenar sem provas foram derrotados. Além de soltar Vaccari devem pedir a prisão dos delatores", acrescentou o deputado
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Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) questionou nesta quarta-feira, 28, o juiz Sérgio Moro sobre as consequências aos delatores que não apresentaram provas contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o que resultou na sua absolvição pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
"E agora Moro, como ficam os benefícios dados aos delatores que ajudaram a condenar Vaccari, se ele foi absolvido pelo TRF4?", questionou Pimenta, em sua página no Twitter.
"Os benefícios dados aos delatores, só se confirmam na sentença. Se o acusado foi absolvido, aquilo que a Lava Jato prometeu não vale. Moro, os Golden Boys e suas teses para condenar sem provas foram derrotados. Além de soltar Vaccari devem pedir a prisão dos delatores", acrescentou o deputado.
Leia reportagem do Conjur sobre a absolvição de João Vaccari Neto.
TRF-4 absolve Vaccari por condenação baseada apenas em delação
Delação premiada não pode basear condenação sem elementos que a confirme. Este é o entendimento da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que absolveu João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, acusado de lavagem de dinheiro. Ele havia sido condenado pelo juiz Sergio Moro a 15 anos e 3 meses de prisão.
O relator no TRF-4, desembargador João Pedro Gebran Neto, votou para o aumento da pena para 18 anos. Porém, por 2 votos a 1 prevaleceu o entendimento do revisor da apelação, Leandro Paulsen, que deu razão à defesa de Vaccari e entendeu que a condenação baseou-se apenas nas declarações de colaboradores, sem apresentar nenhum elemento que as confirmassem.
Atualmente, Vaccari está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
A defesa do ex-tesoureiro do PT comemorou a decisão. Em nota, o advogado Luiz Flávio Borges D'Urso disse que o TRF-4 "restabeleceu a vigência da lei", que proíbe a condenação apenas com base em delações premiadas.
Recursos negados
Outros quatro réus tiveram suas condenações mantidas. Renato Duque segue com 20 anos 8 meses de reclusão, e Adir Assad, Dario Teixeira Alves Júnior e Sônia Mariza Branco com 9 anos e 10 meses de reclusão.
Todos eles respondem por lavagem de dinheiro e associação criminosa e foram condenados por Moro em setembro de 2015.
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