PGR pede para investigar Serra por caixa dois

José Serra está na mira de Rodrigo Janot; o procurador-geral da República pediu abertura de um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar se o senador tucano recebeu cerca de R$ 7 milhões por meio de caixa dois da JBS na campanha presidencial de 2010; em sua delação, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, disse que fez uma doação não contabilizada à campanha; o empresário afirmou disse que repassou R$ 20 milhões à campanha de Serra, mas que apenas R$ 13 milhões foram declarados à justiça eleitoral

Brasília - Ministro das Relações Exteriores, José Serra, fala à imprensa em coletiva no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Michel Temer (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - Ministro das Relações Exteriores, José Serra, fala à imprensa em coletiva no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Michel Temer (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)


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SP 247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu abertura de um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar se o senador José Serra (PSDB-SP) recebeu cerca de R$ 7 milhões por meio de caixa dois da JBS na campanha presidencial de 2010.

O empresário Joesley Batista, da J&F, disse que fez uma doação não contabilizada à campanha. Ele afirmou que passou R$ 20 milhões mas apenas R$ 13 milhões foram declarados a justiça eleitoral.

Segundo Joesley, Serra o procurou na sede da JBS, em São Paulo, para pedir financiamento para a eleição.

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De acordo como delator, R$ 6 milhões foram pagos por meio de emissão de nota fiscal da LRC Eventos e Promoções para simular a aquisição de um camarote na Fórmula 1.

Outros R$ 420 mil foram pagos por meio da empresa APPM Análises e Pesquisas, afirmou Joesley.

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Em 2010 o tucano ficou em segundo lugar na disputa presidencial e perdeu para a ex-presidente Dilma Rousseff.

No pedido feito ao ministro Edson Fachin, que homologou a delação dos executivos da JBS, Janot pede para que o caso seja redistribuído ao outro magistrado, uma vez que as acusações feitas pelos delatores da JBS não tem relação com esquema de corrupção da Petrobras.

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As informações são de reportagem de Letícia Casado na Folha de S.Paulo

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