PGR defende que Geddel continue preso
Em parecer ao Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República defendeu a manutenção da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), preso após a descoberta de um "bunker" em Salvador com R$ 51 milhões; para justificar a posição, a PGR citou informações prestadas por Job Ribeiro Brandão, ex-assessor de Geddel e do irmão dele, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que disse ter sido orientado pelos irmãos a destruir provas; "Tais afirmações corroboram que a liberdade de Geddel Quadros Vieira Lima, a um só tempo, coloca em grave risco a ordem pública e vulnera a garantia da aplicação da lei penal", diz o parecer assinado pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia
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Bahia 247 - A Procuradoria Geral da República defendeu a manutenção da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Geddel está preso desde setembro deste ano, após a descoberta de um "bunker" em Salvador com R$ 51 milhões.
Para justificar a posição, a PGR citou informações prestadas por Job Ribeiro Brandão, ex-assessor de Geddel e do irmão dele, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Job afirmou que Geddel e Lúcio, durante o período em que o ex-ministro esteve em prisão domiciliar, o orientaram a destruir provas. Disse também que sempre devolveu à família cerca de 80% de sua remuneração como assessor a Câmara (leia mais).
"Tais afirmações corroboram que a liberdade de Geddel Quadros Vieira Lima, a um só tempo, coloca em grave risco a ordem pública e vulnera a garantia da aplicação da lei penal. De outro lado, a autorização de mera prisão domiciliar em relação a ele, provou-se, é medida absolutamente incapaz de resguardar a sociedade de que não cometerá novos crimes (reiteração delitiva) e de garantir que não laborará para destruir provas", diz o parecer assinado pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia.
Geddel foi preso por ordem do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Posteriormente, o ministro Edson Fachin, do STF, expediu novo decreto de prisão. A defesa recorreu novamente ao STF pedindo sua liberdade. Entre outras coisas, alegou que a prisão preventiva significaria uma antecipação de pena, uma vez que não foi condenado ainda. Argumentou também que a descoberta do apartamento onde eram guardados os R$ 51 milhões foi possível a partir de um telefonema anônimo e ilegal.
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