PF, que isentou Aécio, fala em ‘série de irregularidades’ em Furnas

No mesmo relatório em que diz não ter provas das acusações de corrupção contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no esquema de corrupção em Furnas, o delegado da Polícia Federal Alex Levi Bersan de Rezende afirmou ao STF que "foram perpetradas uma série de irregularidades" no tempo em que Dimas Toledo foi diretor da estatal; delegado defende continuidade da investigação na gestão de Toledo

No mesmo relatório em que diz não ter provas das acusações de corrupção contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no esquema de corrupção em Furnas, o delegado da Polícia Federal Alex Levi Bersan de Rezende afirmou ao STF que "foram perpetradas uma série de irregularidades" no tempo em que Dimas Toledo foi diretor da estatal; delegado defende continuidade da investigação na gestão de Toledo
No mesmo relatório em que diz não ter provas das acusações de corrupção contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no esquema de corrupção em Furnas, o delegado da Polícia Federal Alex Levi Bersan de Rezende afirmou ao STF que "foram perpetradas uma série de irregularidades" no tempo em que Dimas Toledo foi diretor da estatal; delegado defende continuidade da investigação na gestão de Toledo (Foto: Paulo Emílio)


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Minas 247 - No mesmo relatório em que diz que não comprovar as acusações de corrupção contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no caso de Furnas, o delegado da Polícia Federal Alex Levi Bersan de Rezende afirmou ao Supremo Tribunal Federal que "foram perpetradas uma série de irregularidades" no tempo em que Dimas Toledo foi diretor da estatal.

O inquérito estava lastreado nas delações do doleiro Alberto Youssef, do lobista Fernando Moura e do ex-senador Delcídio do Amaral, que apontam que Toledo atuava como arrecadador de propinas para Aécio.

Segundo o delegado, os colaboradores teriam "ouvido dizer" da existência de irregularidades em Furnas e um deles teria que ser visto com reservas, já que havia sido questionado pelo juiz federal Sérgio Moro por mentir em seu depoimento à Operação Lava Jato. Toledo era responsável pela supervisão dos contratos de terceirização de Furnas, dos quais 80% eram firmados com o Grupo Bauruense, que, entre 2000 e 2006, recebeu R$ 826 milhões da estatal.

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"Assim, em virtude de conclusões expostas em uma série de procedimentos, exarados tanto para órgãos de persecução criminal quanto por órgãos de fiscalização e controle, restou evidente que durante a gestão de Dimas Fabiano Toledo foi perpetrada uma série de irregularidades em contrato celebrado por Furnas, notadamente com a empresa Bauruense Tecnologia e Serviços Ltda", diz o relatório.

A defesa de Dimas Toledo ressalta que ele era membro diretoria colegiada, não sendo à época presidente da empresa e que não existem provas de que ele tenha participado das irregularidades investigadas. Já os advogados de Aécio Neves destacaram que "a Polícia Federal concluiu que inexistem elementos que apontem para o envolvimento do Senador Aécio Neves em supostas atividades ilícitas relativas a Furnas".

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