PF faz operação contra desvios no Incra-TO
A Polícia Federal deflagrou a Operação Rota 26, para desarticular suposta organização criminosa que operou um esquema desvio de dinheiro público destinado a obras de implantação e recuperação de estradas vicinais em projetos de assentamento situados em cidades do Tocantins, no âmbito do Incra; as investigações apontam um prejuízo de R$ 1,4 milhão; deputado estadual Zé Roberto (PT) foi alvo de condução coercitiva e compareceu à sede da PF para prestar esclarecimentos
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Tocantins 247 - A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta segunda-feira (3) Operação Rota 26, para desarticular suposta organização criminosa que operou um esquema desvio de dinheiro público destinado a obras de implantação e recuperação de estradas vicinais em projetos de assentamento situados em cidades do Tocantins, no âmbito do Incra. As investigações apontam um prejuízo de R$ 1,4 milhão dos R$ 4,2 milhões, aproximadamente, investidos em obras. O deputado estadual Zé Roberto (PT) foi alvo de condução coercitiva para prestar esclarecimentos na sede da PF.
O deputado estadual Amélio Cayres (SD) afirmou não ter sido alvo da operação, mas confessou que a PF foi à sua residência em Palmas para buscar documentos referente a convênio da época em que sua esposa, Geneci Cayres, foi prefeita de Esperantina, no Bico do Papagio.
De acordo com o parlamentar, Geneci foi chamada a depor na PF, mas não houve condução coercitiva contra ela. "Ela foi em horário marcado pela PF, com o seu advogado", disse ele ao site do Cleber Toledo. O deputado garantiu que as contas da ex-prefeita, sobre o convênio, foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Participam da operação cerca de 90 policiais federais. Ao todo estão sendo cumpridos 39 Mandados Judiciais nos municípios Palmas, Araguaína, Miranorte, Paraíso, uritis do Tocantins e Araguatins, sendo 21 mandados de Busca e Apreensão e 18 mandados de Condução Coercitiva.
De acordo com as investigações, entre os problemas identificados, estão deficiência na elaboração dos projetos de engenharia, serviços não executados e pagos, sobreposição de projetos para um mesmo trecho, impropriedades no acompanhamento e fiscalização de obras, e obras executadas fora da área dos assentamentos ou fora da área de acessos a estes.
São alvos das medidas o prédio sede da Superintendência Regional do Incra, exprefeitos, servidores e exservidores da Autarquia Agrária, empresários e dois deputados estaduais.
Os crimes cometidos são desvio de recursos, organização criminosa, falsidade ideológica e fraude em procedimentos licitatórios. As penas podem chegar a 12 anos de reclusão.
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