PF e Receita devem investigar folha da ALE

O Ministério Público (MP) de Alagoas informou, nesta segunda-feira (29), que pediu à Polícia Federal e à Receita Federal que investiguem as denúncias de irregularidades na folha de pagamento da Assembleia Legislativa. Conforme nota publicada no site do MP, a solicitação se deve ao fato de haver supostas ilicitudes no recolhimento de tributos federais

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Alagoas247 - No documento encaminhado ao superintendente regional da Polícia Federal em Alagoas, Omar Gabriel Haj Mussi, o procurador de Justiça, Sérgio Jucá afirma que o deputado João Henrique Caldas denuncia o "recolhimento de Imposto de Renda não condizente com o valor gasto com pessoal" e a "inexistência de comprovação de pagamento das contribuições previdenciárias ao INSS, mesmo havendo retenção na folha salarial".

“Tal fato é de apuração exclusiva da Polícia Federal, por isso, comunicamos àquela instituição sobre a denúncia formulada pelo deputado. Junto do ofício também enviamos cópia do CD que contém o extrato bancário da conta corrente da Assembleia Legislativa, ano base 2011, com os nomes, CPFs e valores pagos aos favorecidos, documento obtido pelo parlamentar através de decisão judicial proferida no processo n° 0505270-66.2012.4.05.8013, que tramitou na Justiça Federal de Alagoas”, explicou o procurador-geral Sérgio Jucá.

Ofício semelhante, de n° 569/13, na mesma data, foi dirigido ao delegado da Receita Federal em Alagoas, Edmundo Tojal Donato Júnior. As mesmas alegações foram feitas e o pedido do MP/AL foi a 'adoção das providências legais' quanto ao assunto. A Receita também recebeu cópia do CD.

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas também recebeu ofício do procurador-geral de Justiça. O documento foi enviado ao presidente daquela Casa, Fernando Toledo, no último dia 19 e o prazo para o fornecimento dos dados solicitados se encerra no próximo dia 09 de agosto.

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“Pedimos as informações que entendemos ser necessárias para o esclarecimento dos fatos e estamos aguardando a resposta do Poder Legislativo. Entretanto, paralelo a isso, o Ministério Público está adotando outras medidas. Nosso objetivo é apurar, com a maior brevidade possível, a denúncia feita pelo deputado estadual e, se for o caso, responsabilizar quem cometeu qualquer irregularidade. E também é importante frisar que, como se tratam de tributos federais, provavelmente vamos transferir parte das investigações para o Ministério Público Federal”, declarou Sérgio Jucá.

Quanto ao grupo de promotores que será designado para ajudar o procurador-geral de Justiça na apuração da denúncia, Sérgio Jucá informou que os nomes estão sendo selecionados e, em breve, vão ser publicados no Diário Oficial do Estado.

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No final do mês de junho deste ano o deputado João Henrique Caldas concedeu coletiva à imprensa para anunciar que a atual Mesa Diretora da ALE/AL manipulava, de forma ilícita, a folha de pessoal do Parlamento. Ele alegou que os dirigentes da Casa de Tavares Bastos teriam sacado, de forma irregular, mais de R$ 4,5 milhões na Caixa Econômica Federal de forma 'misteriosa'. O deputado estadual também voltara a falar sobre o pagamento de gratificações para servidores comissionados. Um total de R$ 17,5 milhões teria sido destinado para esse fim somente no ano de 2011, também, segundo ele, em desacordo com a legalidade.

Com gazetaweb.com e assessoria

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