Petrobras ainda espera fechar parceria com a PDVSA
Entrada da estatal venezuelana como sócia da Refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída em Ipojuca, ainda não é certa; caso negociação não vingue, companhia estrangeira poderá ao menos atuar como fornecedora
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PE247 – Embora a entrada da Petróleo de Venezuela S.A (PDVSA) como sócia da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que está sendo construída em Ipojuca, seja incerta, o diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Consenza, afirmou que a companhia brasileira ainda espera o fechamento da parceria com a estatal Venezuela.
Durante o evento Diálogos Capitais, promovido pela revista Carta Capital, com o tema "Nordeste: Como enfrentar as dores do crescimento", o dirigente esclareceu que a Rnest, orçada em R$ 26 bilhões, trabalhará com um óleo proveniente da Venezuela. Isso significa que a estatal da Venezuela pode, ao menos, atuar como fornecedora do empreendimento.
Questionado sobre se a Petrobras pretende fechar um contrato de fornecimento com a PDVSA, Consenza foi breve: "Vai ser investidora", observou. Ou seja, mesmo que a empresa da Venezuela não seja sócia, haverá alguma negociação.
A refinaria terá a sua primeira fase de produção concluída em novembro de 2014, enquanto que a previsão inicial era o final de 2010, um atraso provocado por greves dos trabalhadores e dificuldade de mão de obra, além de inadequação do terreno. No final de 2015, será finalizada a segunda etapa das obras. Depois, o empreendimento processará 230 mil barris de petróleo por dia.
Os próximos dois meses serão a fase de pico da refinaria. Como consequência, o principal consórcio do empreendimento, formado pelas empresas Odebrecht e OAS, contratará mais 2,5 mil operários, chegando a 46 mil, para não deixar que a Rnest sofra novos atrasos. Atualmente, a 70,6% das obras foram executadas.
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