Petrobras abandona atletas olímpicos
A Petrobras cortou o patrocínio de cinco confederações esportivas olímpicas que apoiava desde 2011; a estatal anunciou aos líderes das entidades que não vai repassar dinheiro para o boxe, taekwondo, esgrima, remo e levantamento de peso na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020; representantes das modalidades dizem que corte do patrocínio é preocupante e ameaça desempenho dos atletas brasileiros
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247 - A Petrobras decidiu cortar o patrocínio de cinco confederações esportivas olímpicas que apoiava desde 2011.
A estatal anunciou, em reunião no mês passado em sua sede, no Rio, a aos líderes das entidades que não vai repassar dinheiro para o boxe, taekwondo, esgrima, remo e levantamento de peso na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.
As informações são de reportagem de Paulo Roberto Conde na Folha de S.Paulo.
"O boxe e o taekwondo obtiveram medalhas nos Jogos do Rio, em agosto passado – Robson Conceição conquistou ouro e Maicon Andrade, bronze, respectivamente.
Em Londres-2012, já com o apoio da empresa, o boxe havia obtido três pódios.
De 2011 a janeiro de 2017, período de maior investimento para a Olimpíada carioca, a Petrobras destinou cerca de R$ 80,5 milhões ao seu projeto de esportes olímpicos.
Estava incluído neste montante, além do aporte às entidades, uma rubrica a esportistas de 15 modalidades chamada de "Time Petrobras".
Os medalhistas olímpicos no Rio Isaquias Queiroz, Serginho, Mayra Aguiar e o nadador paraolímpico Daniel Dias faziam parte do elenco.
O presidente da CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), Ricardo Machado, esteve presente à reunião no Rio em que foi informado da descontinuidade do patrocínio.
Segundo ele, o repasse da Petrobras representava 50% do orçamento anual da entidade. "Vivemos um cenário muito preocupante", disse.
'Para nós, é um horror, porque oferecemos tudo o que os atletas precisavam para a Rio-2016 e isso nos quebrou a perna. Não temos como manter o investimento em viagens para os atletas.'"
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