Pesquisas têm feito “retrato borrado” da realidade
É o que pensa o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra; segundo ele, "poucas vezes as pesquisas desviaram tanto as análises quanto nessa eleição"; de acordo com o Datafolha e o Ibope, o tucano está 10 e 11 pontos respectivamente atrás do adversário do PT, Fernando Haddad
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247 – O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, acredita que as pesquisas eleitorais deste ano têm feito um "retrato borrado" da realidade. Segundo ele, "poucas vezes as pesquisas desviaram tanto as análises quanto nessa eleição". Neste segundo turno, o tucano está dez pontos atrás do arquirrival do PT, Fernando Haddad (47% x 37%), de acordo com o Datafolha, e 11 pontos segundo o Ibope (48% x 37%).
No primeiro turno, Serra estava, de acordo com os primeiros levantamentos de intenção de voto, na segunda posição, atrás apenas de Celso Russomano (PRB), que liderou até a reta final, quando acabou caindo para o terceiro lugar. O tucano então ficou vários dias seguidos empatado tecnicamente com Haddad, com quem acabou indo para o segundo turno.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, José Serra também voltou a criticar o chamado "kit-gay", material antihomofobia criado por Haddad quando era ministro da Educação, e acredita que o processo do "mensalão" atrapalhou o desempenho do PT nas eleições. "Claro que atrapalha. O mensalão é um processo em cima do PT e do seu governo".
Leia alguns trechos da entrevista, concedida para os repórteres Bruno Boghossian e Iuri Pitta:
O sr. diz que pesquisas não necessariamente captam o que o eleitor vai escolher na urna, mas o cenário hoje é desfavorável ao sr. Como reverter esse quadro?
As pesquisas sempre são um retrato, e nesta campanha têm sido um retrato borrado. Poucas vezes as pesquisas desviaram tanto as análises quanto nessa eleição.
O sr. tratou da questão da renúncia na campanha, mas ainda hoje é questionado pelos eleitores sobre isso. Essa dúvida prejudicou sua votação no 1º turno?
Acho que sim, embora na época não fosse uma dúvida. É um problema que surgiu na própria eleição municipal, e é natural que seja assim. Dentro do que me é permitido fazer, eu fiz e vou continuar fazendo. Eu não deixo de conversar a respeito.
O plano de governo só vai ser divulgado agora. Por quê?
Eu não parei de apresentar propostas a cada dia, isso que é importante. O programa (registrado) no TRE é para valer. Agora estamos organizando as temáticas, pegando contribuições dos partidos que estão entrando. Por exemplo, a questão das creches. Vamos criar um auxílio-creche, uma bolsa para as mães que estiverem na fila. É uma ideia que veio do PPS. Do PDT tem coisas importantes, como (corrigir) a diversidade das velocidades limites na mesma via.
O ministro Gilberto Carvalho disse que o mensalão atrapalhou o PT na eleição. O sr. concorda?
Claro que atrapalha. O mensalão é um processo em cima do PT e do seu governo. E não é só processo, agora é condenação. O empenho deles é que passe desapercebido, mas não passa.
O sr. já tinha apoio do PR, que tem um réu condenado, e agora tem do PTB, que também tem...
O (Roberto) Jefferson foi quem denunciou o mensalão. Pode ter gente de outros partidos, mas o mensalão é do PT.
Em resposta, o PT já tem falado do chamado "mensalão mineiro".
É a reação tipicamente petista. Bate carteira e grita 'ladrão' para dispersar a atenção. O PT no governo foi um retrocesso em termos de moralidade pública.
(...) sobre o kit [gay], pastores evangélicos, em especial Silas Malafaia, fizeram críticas fortes ao conteúdo. O sr. concorda?
O Silas Malafaia apoiou o Eduardo Paes com vice do PT no Rio. Ele foi do conselhão do Lula, aquele conselho de desenvolvimento social. O problema é que, declarando apoio a mim, passou a ser inimigo do PT. Eu não vi a crítica mais aprofundada, mas tem um erro incrível, inclusive de matemática, quando no fundo faz apologia do bissexualismo. Diz é bom ser bissexual porque você aumenta em 50% a chance de ter programa no fim de semana. Não é 50%, é 100%. Segundo, isso não é combater homofobia, é uma espécie de doutrina. O problema do kit gay é acima de tudo pedagógico. Quer doutrinar, em vez de educar.
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