Pesagem pré UFC ocorre sob vaias e clima tenso em BH
Evento em Belo Horizonte foi marcado por encaradas exaltadas e apenas um lutador acima do peso, John 'Macapá' Teixeira; atual campeão dos pesados, Júnior 'Cigano' estará na plateia na noite deste sábado, no Mineirinho
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Por Marcelo Faria para o Brasil 247 – Depois de trocas de elogios, hospitalidade mineira e um aparente clima de tranquilidade, nesta sexta-feira a coisa começou a ficar séria para o UFC 147, durante a pesagem oficial dos lutadores. O evento no Mineirinho, em Belo Horizonte, foi marcado por vaias, encaradas exaltadas e apenas um lutador acima do peso, John "Macapá" Teixeira, que enfrentará Hugo "Wolverine" Viana. Ele passou do limite da categoria por 1,8 kg e perderá 25% da bolsa da luta, além de levar uma bronca dos dirigentes do UFC.
Mas o excesso de peso foi a menor das polêmicas durante a pesagem. Enquanto quase todos os competidores trocaram encaradas respeitosas ou até mesmo bem humoradas, o clima esquentou quando Gasparzinho Medeiros tentou chegar perto demais de Rodrigo Damm, que o afastou usando o braço e por pouco não começou uma troca de socos antes da hora – os dois lutam pelo card preliminar em BH.
Algo parecido aconteceu entre os finalistas do TUF Cezar Mutante e Serginho Moraes. O primeiro quase esbarrou a mão no rosto do segundo, que se enfureceu e empurrou o braço com certa truculência.
Quem também mostrou as garras durante a pesagem foi a torcida mineira. Elogiado pela hospitalidade durante o treino aberto na quarta-feira, o público local desta vez não perdoou os gringos Rich Franklin e Mike Russow, adversários de Wanderley Silva e Fabrício Werdum, respectivamente. Eles subiram na balança sobre vaias e gritos em coro de “vai morrer”.
˜É legal fazer uma luta aqui no Brasil, o berço do MMA. E a recepção nem foi tão ruim assim˜, brincou Rich Franklin, que se mostrou tranquilo ante a pressão dos brasileiros. Mas não foram só os lutadores de fora que tiveram uma recepção hostil da torcida. Rodrigo Damm e Godofredo Pepey também escutaram muito do que não queriam quando passaram pelo palco, graças ao carisma dos seus adversários nas lutas de sábado, Gasparzinho Medeiros e Rony Jason, finalista do TUF que se tornou um dos favoritos dos fãs do programa.
Um ponto curioso foi que Cezar Mutante, paulista que mora em BH há mais de dez anos, não recebeu tanto apoio como se deveria esperar por lutar “em casa”. Tanto ele como seu adversário, Serginho Moraes, foram recebidos com reações mistas de palmas, vaias, xingamentos e gritos de incentivo.
Naturalmente quem mais levantou a plateia foi mesmo Wanderley Silva, lenda do extinto Pride e o mais conhecido dos brasileiros entre os lutadores do UFC 147. E Cachorro Louco compartilhou a empolgação dos fãs mineiros. Subiu sorrindo na balança e, depois de uma encarada inquieta nos olhos de Franklin, não disfarçou que está bem confiante: “Vou ganhar essa luta amanhã e vamos comemorar juntos!", vislumbrou.
Shogum e Cigano estarão com o público
A torcida mineira terá dois reforços de peso durante o UFC 147. O ex-campeão dos meio-pesados Mauricio Shogum e o atual campeão dos pesados Júnior “Cigano” dos Santos vão assistir ao evento em Belo Horizonte e estão tão empolgados quanto os espectadores com o crescimento do MMA no Brasil.
“Uma coisa que ficou clara para mim quando acabou o UFC no Rio foi a satisfação estampada na cara do Dana White, graças ao entusiasmo do público. Até o Bruce Buffer (narrador oficial das lutas) comentou que aqui foi o único lugar em que acompanharam o que ele falava. Ele disse que ficou bem feliz com isso", lembrou Cigano, que espera defender seu cinturão em casa em breve.
Já o curitibano Shogum considerou positivo o fato de as lutas acontecerem também fora do eixo Rio-São Paulo. Mas quando questionado sobre lutar em sua cidade natal, ele disse que é um sonho que depende da boa vontade das autoridades locais. “Acho que falta um pouco de interesse da prefeitura de Curitiba em receber o evento. Aqui em BH e no Rio as prefeituras mostraram ser parceiras, em Curitiba falta a prefeitura chegar junto e apoiar essa causa”, cobrou.
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