Perillo faz apelo a Dilma contra reforma do ICMS

Ao lado de políticos de vários partidos, lideranças empresariais e sindicais, governador tucano de Goiás comandou nesta manhã marcha pelas ruas de Brasília; o protesto combate a unificação do tributo, proposta pelo governo federal e em discussão no Congresso Nacional; o Tesouro Estadual projeta perdas de R$ 2,6 bilhões somente no primeiro ano da eventual unificação; "Nos deixem em paz, nos deixem trabalhar! Dilma é sensível, tenho certeza que ela entenderá o nosso lado", discursou Perillo

Perillo faz apelo a Dilma contra reforma do ICMS
Perillo faz apelo a Dilma contra reforma do ICMS (Foto: Antônio Cruz/ABr)


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Goiás247_ O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou na manhã desta quarta-feira, 15, em Brasília, durante a marcha goiana contra a unificação do ICMS, que acredita no bom senso da presidente Dilma Rousseff. "Nos deixem em paz, nos deixem trabalhar! Dilma é sensível, tenho certeza que ela entenderá o nosso lado", discursou Perillo. Segundo as contas do governo goiano, cerca de 20 mil pessoas integram a mobilização, que contou com 135 prefeitos.

“Estamos mobilizando o Estado inteiro, estamos contando também com o apoio da área empresarial, da Adial Brasil e do Fórum Empresarial. E eu tenho certeza que será um bom movimento e que vai chamar a atenção das pessoas em relação à manutenção dos empregos e à manutenção do desenvolvimento aqui no Estado”, afirmou Perillo.

A marcha, que segundo as contas do governo goiano reuniu 20 mil pessoas, protesta contra a reforma do ICMS que está em tramitação no Congresso Nacional. A concentração de pessoas começou por volta das 10 horas, em em frente ao Palácio do Planalto. Os manifestantes depois seguiram para o Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ontem, Em Anápolis, durante o evento de doação de uma área do Estado à prefeitura, para a construção de um parque ambiental, o governador disse que está animado com a notícia de que a Comissão Mista do Senado adiou a reunião para a discussão sobre o Fundo de Compensação do ICMS. “Nós estamos mais animados, mas é muito importante a presença de todo mundo em Brasília para mostrar nossa força, nossa preocupação e até nossa indignação ante a possibilidade de termos essa reforma que vai prejudicar de morte Anápolis e o Estado de Goiás”, salienta.

Arrecadação

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Projeção da Secretaria da Fazenda aponta que Goiás perderia com a reforma do ICMS, somente no primeiro ano de implementação das mudanças, o equivalente a R$ 2,6 bilhões. Segundo o secretário da Fazenda, Simão Cirineu, o governo federal ainda não decidiu se para ou continua com a proposta.

“O governo poderia parar com a proposta porque com o avanço dela, alguns estados perderiam dinheiro. Goiás é um exemplo, porque ele vende mais para fora do que recebe. Ele perde quando cai a alíquota de 12% para 4%. Acontecendo isso, o governo federal introduziria a Fundo de Compensação para complementar o financiamento das empresas e da infraestrutura, o que não está garantido. Isso não é bom para Goiás porque nossas empresas vão perder competitividade e elas poderão sair do Estado”, opina.

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Desindustrialização

A presidente da Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), Helenir Queiroz, acredita que a proposta de reforma do ICMS bate de frente com o crescimento econômico e industrial de Goiás. “Essa reforma vai aumentar os tributos, vai encarecer o preço do produto final para o consumidor com o fim dos incentivos fiscais. As empresas não vão mais se instalar nos estados emergentes, mas sim nos maiores centros consumidores. Imagina se nós perdermos as grandes indústrias que estão aqui. Olha a quantidade de empresas que vivem de fazer negócios com essas grandes empresas. Uma estimativa inicial mostra que em menos de três anos nós teremos liquidado cerca de 400 mil empregos, se essa proposta for aprovada”, destaca. Helenir acredita que a reforma vai beneficiar apenas os estados mais ricos da federação, como São Paulo e Rio de Janeiro.

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Resistência

O governo de Goiás vem liderando todo o processo de resistência à reforma do ICMS. A afirmação é do secretário da Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, que completa dizendo que “essa reforma não foi discutida no ambiente do desenvolvimento. Nós ficamos totalmente ausentes dos impactos que a reforma poderia ocasionar ao desenvolvimento regional e das economias menos desenvolvidas do País, que são as do Norte, Nordeste e Centro-Oeste”.

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O secretário convida toda a população do Estado de Goiás a participar da marcha a Brasília, para que sejam mantidos os empregos e o crescimento da economia goiana. “Essa não é uma briga de governo, de partido, é uma briga da população do Estado, que entende que está sendo prejudicada com milhares de empregos colocados em risco e com investimentos que estão sendo colocados em xeque”, finaliza.

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