Perillo conhece a “polícia social” de Medellín

Governador de Goiás e a cúpula da segurança estadual ouviram por três horas as experiências colombianas na área de segurança, colheram números, métodos e até conselhos dos comandantes da Força Nacional da Colômbia; cidade de 5 milhões de habitantes foi laboratório para o modelo de polícia ligada à sociedade, experiência que inspirou a operação pacificadora nas favelas do Rio de Janeiro

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Goiás247_ Acompanhado do secretário de Segurança Pública e Justiça, Joaquim Mesquita, do comandante geral da PM goiana, coronel Sílvio Benedito Alves, e do delegado geral da Polícia Civil de Goiás, João Carlos Gorski, o governador Marconi Perillo teve encontros na terça-feira, 9, com o general da Polícia Metropolitana de Medellín, José Ángel Mendoza, e com o vice-prefeito e secretário de Segurança Luiz Fernando Soarez, para conhecer o trabalho das autoridades da segunda maior cidade da Colômbia na área de Segurança.

O governador e a cúpula da Segurança que o acompanha ouviram por três horas as experiências colombianas, anotaram ideias, colheram números, métodos e até conselhos dos comandantes da Força Nacional da Colômbia. Recebido pelo vice-prefeito, Luiz Fernando Soares Velez, Marconi conversou ainda sobre o sistema de transporte urbano de Medellín, a única cidade colombiana que possui metrô.

Medellin reúne em sua região metropolitana dez municípios com uma população total de cerca de cinco milhões de habitantes. Foi o grande laboratório para o modelo de polícia ligada à sociedade. A bem sucedida experiência inspirou a operação pacificadora que hoje faz sucesso como operação policial nas favelas do Rio de Janeiro.

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A polícia de Medellín luta contra o terrorismo há 50 anos, travando uma verdadeira guerra contra os cartéis de produção de droga, as guerrilhas de rebeldes políticos e os grupos paramilitares armados que surgiram nos morros e encostas parecidos com as favelas brasileiras.

Sob a liderança de Pablo Escobar, o poderoso mafioso do cartel de Medellín, o crime armado gerou na população sensação de ser refém e, no governo, a imagem de impotência, unindo a sociedade e as forças armadas e policiais em uma reação que fez história na Colômbia. Hoje, a inteligência policial supera e vence o crime.

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A Colômbia está livre dos cartéis, mas enfrenta os mesmos problemas de violência urbana das cidades brasileiras, com a diferença de terem nas ruas todas as forças militares e policiais. Fuzis de alto calibre, armas israelenses e força bruta armada são cenas cotidianas para os colombianos.

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