Perillo anuncia expansão do Daiag em 34 alqueires

Decisão do govenador acontece depois que a Prefeitura de Goiânia anunciou a intenção de criar um polo industrial na Capital, com a oferta de benefícios tributários; a polêmica ideia foi bombardeada por lideranças de segmentos produtivos; avaliação é de que projeto concentra o desenvolvimento industrial na Capital, aniquila vantagens competitivas do interior e amplia as desigualdades regionais

Perillo anuncia expansão do Daiag em 34 alqueires
Perillo anuncia expansão do Daiag em 34 alqueires (Foto: Mantovani Fernandes/Goiás Agora)


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Goiás247_ Criado em área de 25 alqueires no governo de Henrique Santillo, o Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (Daiag) – ganhará mais 1,6 milhão de metros quadrados, espaço suficiente para abrigar outras 54 indústrias. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo governador Marconi Perillo durante reunião com empresários e lideranças políticas de Aparecida de Goiânia no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.

O anúncio do governador goiano acontece depois que a Prefeitura de Goiânia fez aprovar na Câmara de Goiânia a criação de um distrito industrial na Capital, com a oferta de benefícios tributários. A polêmica ideia do prefeito Paulo Garcia (PT) foi bombardeada por lideranças de segmentos produtivos, principalmente do interior, ao afirmarem que o projeto concentra a atração de empresas na Capital e aniquila as vantagens competitivas de outras regiões do Estado menos favorecidas com infraestrutura e com mão de obra qualificada.

Do ponto de vista político, a crítica ao prefeito (um dos cotados à sucessão estadual em 2014) é que o distrito industrial de Goiânia contribui para ampliar as já tão evidentes desigualdades regionais em Goiás. O secretário estadual de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, chegou a declarar que o governo goiano reveria a concessão de incentivos fiscais para empresas interessadas em se instalar no polo industrial de Goiânia.

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O próprio governador, porém, tratou de colocar panos quentes na discussão, reafirmando o compromisso do governo de apoiar as empresas. Entretanto, os líderes dos segmentos produtivos de Anápolis, Aparecida e de outros municípios tendem a pressionar o governo a restringir os incentivos dados a empresas que queiram se instalar na Capital para equiparar as vantagens competitivas de seus municípios.

O quadro, porém, confronta Garcia e lideranças políticas e empresariais na sua própria base política. Será muito difícil aos prefeitos de Anápolis, Antônio Gomide (PT), e de Aparecida, Maguito Vilela (PMDB), explicarem a migração de investimentos de suas cidades para a Capital por obra de um aliado.

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Novas indústrias

Os 34,7 alqueires, correspondentes a 1,6 milhão de metros quadrados, representam mais do que o dobro da área existente. A expansão se dará em área a ser desmembrada da Agência Prisional, com a qual o Daiag faz divisa. Segundo projeções apresentadas pelo governador Marconi Perillo, as novas 54 indústrias, que já dispõem de projetos aprovados para implantação, deverão gerar juntas entre 10 e 12 mil empregos diretos e cerca de 30 mil indiretos.

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Aos empresários, o governador informou ter determinado à Secretaria de Indústria e Comércio e à Goiásindustrial que todo o processo burocrático para desafetação da área seja concluído até abril. “Em seis meses no máximo queremos estar aptos a destinar os terrenos para que as indústrias iniciem a implantação de suas unidades”, previu Perillo.

Após a destinação da área, a Goiásindustrial irá assumir as obras de infraestrutura, cuja previsão é a de consumir R$ 16,61 milhões. Na nova área serão construídas redes de água, esgoto e energia, além de pavimentação asfáltica.

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Área menor

Durante a reunião com as lideranças empresariais e políticas de Aparecida de Goiânia, o governador Marconi Perillo fez questão de esclarecer os motivos que o levaram a diminuir o tamanho da área destinada à expansão do distrito agroindustrial. Quando solicitou estudos à SIC para expandir o Daiag, ele determinou a destinação de 70 alqueires, área que depois encolheu para 34,7 alqueires.

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Segundo Marconi, a diminuição ocorreu em decorrência da necessidade de a Agência Prisional construir módulos para abrigar atividades produtivas aos reeducandos. Ainda na área que permanecerá em poder do Estado, o governo vai construir o primeiro Credeq de Goiás. “Portanto, estamos utilizando esta área para três importantes projetos: a expansão do Daiag, a expansão da Agência Prisional e a construção do primeiro Credeq”, resumiu o governador.

Acompanhando os empresários que estiveram presentes no encontro com o governador estavam os deputados federal, João Campos, e  estaduais, Humberto Aidar, e Marlúcio Pereira, além do ex-deputado federal Chico Abreu, o secretário Baldy, o presidente da Goiásindustrial, Ridoval Chiarelotto, o presidente da Associação Comercial e Indústrial de Aparecida de Goiânia, Heribaldo Egídio e, representando o prefeito Maguito Vilela (em viagem ao exterior), o secretário de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, Marcos Alberto Luiz de Campos. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Governadoria)

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