Pequenas, mas lucrativas

Ações de empresas de porte menor podem trazer grandes ganhos aos investidores. Neste começo de ano, Suzano e Anhanguera são as small caps mais recomendadas

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Do Infomoney - Se pouca diferença pode ser verificada entre as ações mais recomendadas para o mês de janeiro, o mesmo cenário não foi visto quando analisamos apenas os papéis das small caps. Kroton (KROT3) e MRV Engenharia (MRVE3), que foram, respectivamente, primeiro e segundo lugar em dezembro, perderam espaço entre as 28 carteiras recomendadas compiladas pelo Portal InfoMoney para o primeiro mês de 2013.

As ações da companhia de educação, que tinham 7 citações em dezembro, passaram para 4 votos e ficaram no terceiro lugar do ranking. Enquanto isso, a MRV, antiga segunda colocada em dezembro com 6 recomendações, caiu forte e ficou com apenas 1 citação neste início de 2013.

Com essas alterações, os papéis preferenciais classe A da Suzano Papel (SUZB5) passaram do terceiro para o primeiro lugar, ficando com 6 recomendações em janeiro. A segunda companhia mais recomendada no ranking foi a Anhanguera (AEDU3), que subiu de 3 para 5 votos entre as carteiras recomendadas.

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No terceiro posto, além da Kroton, as ações da JHSF (JHSF3), Marcopolo (POMO4), Iochpe Maxion (MYPK3) e SLC Agrícola (SLCE3) também apresentaram 4 recomendações. Logo em seguida três companhias mantiveram as 3 citações vistas em dezembro: EzTec (EZTC3), Randon (RAPT4) e Totvs (TOTS3).

Suzano: espaço para alta e cumprimento de obrigações até 2016

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Os analistas enxergam um bom potencial nas ações da Suzano, que já têm apresentado um movimento positivo nos últimos meses - de junho pra cá, os ativos SUZB5 acumulam ganhos de mais de 80%. Para a equipe da Socopa Corretora, o atual preço dos papéis já incorpora o alto endividamento da empresa e as projeções são de que a alavancagem da empresa deve convergir para níveis mais aceitáveis, ficando ao redor de 3,0x dívida líquida/Ebitda.

Outro ponto que tem ajudado na valorização de SUZB5, de acordo com a Gradual Investimentos, é o retorno da ação à carteira teórica do Ibovespa em setembro, o que elevou a liquidez do papel, com o movimento dos fundos indexados ao índice.

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Os analistas ainda destacam a venda da participação da companhia no Consórcio Capim Branco Energia, o que permitiu à Suzano concluir sua estratégia de blindagem financeira para os próximos anos, garantindo o cumprimento de todas suas obrigações até 2016.

Anhanguera: aquisições dando resultado
A Anhaneguera já vinha ganhando espaço entre as recomendações. De novembro para dezembro, a companhia passou de apenas 1 para 3 citações entre as carteiras, agora em janeiro, os papéis ganharam mais dois votos e conseguiram ficar como a segunda mais recomendada para o mês.

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Para a equipe de analistas da Ágora Corretora, a companhia apresenta forte crescimento de receitas, aliado com melhora das margens. Com a grande atividade de fusões e aquisições no ano passado, a corretora espera agora que as margens das empresas adquiridas comecem a convergir para os patamares daquelas verificadas nos campus mais maduros da empresa, nos quais a margem Ebitda supera os 20%.

Outras recomendações

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Além das ações já citadas, entre as recomendações ainda estão os papéis da Banco Panamericano (BPNM4), Banrisul (BRSR6), Even (EVEN3), Grendene (GRND3), Mills (MILS3), OdontoPrev (ODPV3), Arteris (ARTR3), OSX Brasil (OSXB3), Vanguarda Agro (VAGR3) e Valid (VLID3), todas com duas citações.

Com um voto cada, fecham a lista de recomendações o Banco ABC Brasil (ABCB4), Alpargatas (ALPA4), Aliansce (ALSC3), Marisa (AMAR3), Brookfield (BISA3), BR Insurance (BRIN3), Coelce (COCE5), Equatorial (EQTL3), Fleury (FLRY3), Helbor (HBOR3), HRT Petróleo (HRTP3), Iguatemi (IGTA3), Metal Leve (LEVE3), LLX (LLXL3), Magnesita (MAGG3), Magazine Luiza (MGLU3), MRV Engenharia (MRVE3), PDG Realty (PDGR3), Paranapanema (PMAM3), Qualicorp (QUAL3), Localiza (RENT3), Rossi (RSID3) e Santos Brasil (STBP11).

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Metodologia InfoMoney

Ao todo, 28 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Ativa, BB Investimentos, BI&P, Bradesco (2 carteiras), Citigroup, Coinvalores, Concórdia, Empiricus, Geração Futuro, Geral, Gradual, HSBC, Omar Camargo (2 carteiras), Planner, Rico, SLW (3 carteiras), Socopa, Souza Barros, TOV, Um, Walpires, XP (2 carteiras) e WinTrade.

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Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em janeiro, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.

Cabe mencionar que, segundo a BM&FBovespa, "as empresas que, em conjunto, representarem 85% do valor de mercado total da bolsa são elegíveis para participarem do índice MLCX (Mid Large Caps). As empresas que não estiverem incluídas nesse universo são elegíveis para participarem do índice SMLL. Não estão incluídas empresas emissoras de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e empresas em recuperação judicial ou falência".

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