Penitenciária público-privada visa reintegração

Complexo construído e administrado por meio de parceria entre o governo de Minas Gerais e a iniciativa privada vai levar trabalho e estudo aos detentos; tema foi destaque do programa 'Palavra do Governador' desta semana; "Essa penitenciária é modelo", afirmou Anastasia

Penitenciária público-privada visa reintegração
Penitenciária público-privada visa reintegração (Foto: )


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Agência Minas - Um sistema penitenciário que, mais do que punir, reeduca e reintegra o preso à sociedade. Esse é um anseio de todos os brasileiros e o esforço de muitos governos. Em Minas Gerais, um projeto pioneiro vem ao encontro desse objetivo.

O Governo de Minas entregou, de forma oficial, nesta semana, a primeira penitenciária construída e administrada por meio de uma parceria público-privada (PPP). Localizada no município de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de BH, é a primeira nesses moldes do Brasil e já promete muitas inovações. Por meio dela, todos os presos vão ter que trabalhar e estudar – o que, no futuro, quando voltarem à liberdade, garantirá mais oportunidade de mudança de vida por meio da educação e do trabalho. Esse é o tema do Palavra do Governador desta semana.

"Minas Gerais, felizmente, tem demonstrado que esse é um ponto muito positivo. Hoje, Minas é o Estado, de todos os estados brasileiros, que tem o maior percentual de presos trabalhando em relação à população carcerária como um todo. Claro que, sabemos, não chegamos aos 100%. Mas esse é o nosso objetivo, continuar aumentando. E essa penitenciária é modelo. Tenho certeza que lá os detentos não só vão trabalhar, o que significa redução da sua pena, mas também vão estudar, conseguindo melhores condições de se requalificarem para a sua reinserção social após o cumprimento da pena", afirma o governador Antonio Anastasia.

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Em média, o preso ficará no mínimo 12 horas fora da cela, frequentando a sala de aula, trabalhando nas oficinas, recebendo atendimento médico-odontológico-jurídico e realizando atividades físicas e de lazer. Pelas regras, além de garantir educação e emprego, o consórcio privado foi o responsável por construir o complexo e vai precisar obedecer 380 indicadores de desempenho definidos pelo Governo de Minas, por meio de um rigoroso contrato de concessão. O grupo será responsável pela manutenção do complexo e gestão dos serviços exigidos pelo Estado, como fornecimento de refeições e uniformes, tratamento de saúde, atendimento psicológico e assistência jurídica aos presos.

"Esse nosso modelo é baseado no modelo inglês, no qual a empresa concessionária vai administrar a gestão do dia a dia do estabelecimento prisional. Ela vai fornecer os equipamentos necessários ao funcionamento da penitenciária, fornecer estudos, a parte médica, o acompanhamento psicológico, o acompanhamento social de todos os presos. Além disso, ela construiu a penitenciária, de acordo com critérios estabelecidos na licitação. E caberá, é claro, ao poder público, a parte externa de vigilância. É um grande avanço porque R$ 230 milhões foram alocados pela empresa. O poder público ainda não despendeu um centavo e nós vamos agora fazer a remuneração mensal de acordo com a atuação da empresa concessionária, conforme os indicadores, as chamadas performances", explica o governador.

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O novo complexo prisional será composto por cinco unidades – três de regime fechado e duas de regime semiaberto –, com 3.040 vagas para presos do sexo masculino. Para regime fechado, serão 1.824 vagas e para o semiaberto, 1.216.

Minas é referência em PPP

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Minas Gerais tornou-se referência nacional e internacional quando o assunto é implantação e gerenciamento de Parcerias Público-Privadas (PPP). Uma Lei Estadual de 2003 foi o primeiro instrumento dessa natureza no país. Em 2006, o Governo de Minas licitou a PPP da MG-050, a primeira de Minas e do setor rodoviário no país. Nos últimos anos, esse modelo avançou para o complexo penitenciário, Mineirão e Unidades de Atendimento Integrado (UAI).

Por esse trabalho, o Governo de Minas foi agraciado no ano passado, em Londres, com o Prêmio de Melhor Programa de Parcerias Público-Privadas do Mundo em 2012, concedido pela revista britânica World Finance. Além de confirmar a credibilidade internacional do programa mineiro, a premiação pode atrair a atenção de novos investidores internacionais tanto para novas licitações de PPP, quanto para novos empreendimentos no Estado.

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"Minas Gerais tem, em relação aos demais Estados Brasileiros, um grande avanço no tema das chamadas PPPs, parcerias público-privadas, que é uma associação entre o poder público e o setor privado para fazer investimentos em áreas estratégicas. Inclusive Minas Gerais, no ano passado, recebeu um prêmio internacional pelo nosso programa de PPPs. E uma área identificada como possível para esse investimento foi exatamente na gestão penitenciária", explica Anastasia.

Só de 2005 a 2012, o Governo de Minas investiu cerca de R$ 2,4 bilhões no sistema prisional mineiro. Hoje, são 129 unidades administradas pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), entre presídios, penitenciárias, casas de albergado, centro de referência da gestante e hospitais. De 2004 a 2012, a superintendência assumiu 81 unidades.

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"Houve um esforço enorme ao longo dos últimos anos. Entre 2003 e agora, nós saímos de cerca de 5 mil presos no sistema penitenciário para quase 30 mil detentos, com recursos exclusivamente do Governo do Estado. É um processo irreversível, exatamente a favor do sistema de segurança pública de nosso Estado", conclui o governador.

 

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