Pedidos de inquérito sobre Marconi e Agnelo tem relator
Alagoano Humberto Martins, ministro do Superior Tribunal de Justiça, é o escolhido; abertura de investigação foi feita na terça-feira pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
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Fernando Porfírio _247- O alagoano Humberto Martins, ministro do Superior Tribunal de Justiça, será o relator dos pedidos de abertura de inquérito contra os governadores de Goiás, Marconi Perillo e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. A distribuição foi feita nesta quinta-feira (14). A abertura de investigação foi feita na terça-feira pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Gurgel quer que o STJ apure indícios de suposto envolvimento de Marconi Perillo e Agnelo Queiroz com o grupo criminoso que seria comandado pelo bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Contra Agnelo e Perillo, o procurador-geral vê indícios de crimes relacionados à operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desbaratou um esquema de exploração de jogos de azar e cooptação de autoridades públicas e privadas pelo bando do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Segundo Gurgel, estão mal explicadas questões como a venda da mansão de Perillo ao empresário Walter Paulo, em Goiânia, com uma suposta intermediação do contraventor Carlinhos Cachoeira.
No caso de Agnelo, as suspeitas dão conta, por exemplo, de haver possibilidade de irregularidades no governo do DF pelo fato de o ex-chefe de gabinete do petista, Cláudio Monteiro, receber propina da quadrilha do contraventor para facilitar a infiltração da construtora Delta no governo local.
Ao STJ, Gurgel ainda pediu a abertura de outro inquérito contra o governador do Distrito Federal por supostas irregularidades na época em que ele era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
À CPI, Agnelo Queiroz autorizou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico para comprovar que não mantinha relações escusas com o bicheiro. O governador também disse manter a confiança em Cláudio Monteiro.
Agnelo também sustentou a tese de que não houve cooptação de seu assessor porque os objetivos da quadrilha não foram atingidos. Admitiu, no entanto, ter se encontrado uma vez com Carlinhos Cachoeira ao visitar uma indústria farmacêutica do bicheiro quando era diretor da Anvisa.
Em depoimento na CPI do Cachoeira, Marconi Perillo negou ter participado de qualquer esquema fraudulento na venda de sua casa em Goiânia e disse que, se houve irregularidades na venda do imóvel, elas se devem ao ex-vereador Wladimir Garcez, intermediário da negociação.
Afirmou também que não pode responder por terceiros que usaram seu nome "de forma irresponsável". Negou ter atendido aos interesses da quadrilha em seu governo e disse não ter qualquer proximidade com Carlinhos Cachoeira, a quem classificou como um "empresário".
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