Pedido de prefeito tucano banaliza uso das forças armadas, avalia Exército
A cúpula das Forças Armadas teme a "politização" dos pedidos de socorro para reforçar a segurança pública nos Estados nas eleições de 2018; um exemplo é o pedido feito na semana pelo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), de apoio durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 - uma "banalização" do uso das tropas
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Rio Grande do Sul 247 - A cúpula das Forças Armadas teme a "politização" dos pedidos de socorro para reforçar a segurança pública nos Estados nas eleições de 2018. Um exemplo é o pedido feito na semana pelo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), de apoio durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 - uma "banalização" do uso das tropas.
Movimentos sociais prometem realizar atos em defesa do ex-presidente e há também articulação de manifestações contra Lula. Marchezan alegou que há uma "invasão" em Porto Alegre.
De acordo com generais ouvidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", há o perigo e o risco de estes pedidos se multiplicarem, como uma espécie de salvo-conduto dos governadores. Para os militares, só deve haver uso de tropas em caso de descontrole da ordem. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, já afirmou que é contra o emprego do Exército em Porto Alegre.
Semana passada, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, expressou preocupação, em seu Twitter, com o emprego da corporação em "intervenções" por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nos Estados, como está sendo feito agora no Rio Grande do Norte.
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