Pedido de naturalização de Ronaldinho e irmão teria sido feito sem eles saberem, afirma promotor
De acordo com Ministério Público, dias atrás, um funcionário público apresentou documentos para dar entrada no processo. Não se sabe quem teria realizado o pedido
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247 - O ex-jogador e craque brasileiro Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis foram detidos nesta quinta-feira, 5, no Paraguai, após terem entrado no país com documentação falsa. Entretanto, foram liberados no mesmo dia da custódia em que estavam mantidos em uma suíte presidencial em resort de luxo no país.
Segundo informações da Época, “o promotor federal Federico Delfino informou que no setor de Imigração do Paraguai foi apresentado um pedido de naturalização naquele país para o jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira. Ao Ministério Público, no entanto, os dois afirmaram não ter solicitado esse procedimento”. Ou seja, o ex-jogador da seleção e seu irmão seriam naturalizados sem nem mesmo saber.
Desta forma, o órgão judicial paraguaio “irá investigar um grande esquema criminoso que envolve funcionários públicos e pessoas de empresas privadas” de realização ilegal do procedimento de naturalização.
O Ministério Público do Paraguai informou que não vai indiciar Ronaldinho e o irmão porque eles admitiram o erro e, assim, a promotoria entendeu que eles “foram enganados em sua boa fé”. “A defesa alegou que o ex-jogador simplesmente pegou os documentos que lhe foram oferecidos ao chegar no Paraguai e, portanto, deveria ser considerado vítima”, afirma reportagem da Época.
O empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lira, detido pelo Departamento de Investigações da Polícia do Paraguai, teria fornecido os documentos adulterados suspeitos, revela o jornal ABC Color. Ronaldinho também responsabilizou o empresário.
Para investigar o crime, o MP paraguaio acusou outras duas mulheres, apontadas como donas dos documentos adulterados: María Isabel Galloso e Esperanza Apolônia Caballero. Em entrevista ao jornal ABC Color, Delfino disse que já existem dois mandados de prisão expedidos. Um deles é contra um funcionário público que apresentou, dias atrás, uma série de documentos para dar entrada no processo de naturalização.
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