Paulo Preto poderá ser investigado em CPI na Assembleia Legislativa

Apontado como operador de caixa dois das campanhas do PSDB de São Paulo, o ex-presidente da Dersa Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como Paulo Preto, que voltou à cadeia nesta quarta-feira (30) sob a acusação de coagir testemunhas no processo de reassentamento nas obras do governo do PSDB no Estado, poderá ser investigado por uma CPI na Assembleia Legislativa paulista, proposta pelos deputados do PT

paulo preto
paulo preto (Foto: Paulo Emílio)


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São Paulo 247 - Operador de caixa dois das campanhas do PSDB de São Paulo, o ex-presidente da Dersa Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como Paulo Preto voltou à cadeia sob a acusação de coagir testemunhas no processo de reassentamento nas obras do governo do PSDB no Estado. Detido novamente pela Polícia Federal nessa quarta- feira (30/5),ele  poderá ser investigado por uma CPI na Assembleia Legislativa paulista, proposta pelos deputados do PT, que iniciaram a coleta de assinaturas em apoio às investigações no dia 22/05.

O ex- diretor da Dersa- Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), tinha sido beneficiado por um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes no último dia 11. O retorno de Paulo Preto à prisão tem como base a acusação de coação à testemunha no processo que envolve fraudes de R$ 7,7 milhões entre 2009 e 2011, em reassentamento no eixo para obras viárias do Rodoanel, Avenida Jacu Pêssego e Nova marginal, segundo investigações do Ministério Público Federal.

De acordo com o MPF, testemunhas do processo relataram novas ameaças para depor contra Paulo Preto. Sua filha Tatiana Souza Cremoni, também detida, teria pressionado a babá para mudar sua versão de depoimento. Os investigadores dizem que a babá foi beneficiada pela fraude nos reassentamentos e tinha advogado indicado e custeado por Tatiana.

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Contas na Suíça

Paulo Preto foi também alvo de investigações internacionais e autoridades da Suíça apontam que entre os anos de 2009 e 2011, o engenheiro da Dersa recebeu em suas contas no país numerosas entradas de fundos. Quatro contas tinham saldo de US$ 34,4 milhões quando Paulo Preto transferiu os recursos da Suíça para a Bahamas, no começo de 2017. O valor equivale a R$ 121 milhões, quando corrigido pela cotação de maio desse ano.

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Paulo Preto chegou à administração pública estadual em 1993 pelas mãos do ex- governador Fleury Filho, em 1995. Em 1995 começou a se relacionar com o tucano que é considerado seu padrinho político: Aloysio Nunes. Naquele período, Aloysio era vice-governador e ocupava a Secretaria de Transportes Metropolitanos.

Em 2005, no governo de Geraldo Alckmin, Paulo Preto foi designado a diretoria de relações institucionais, encarregada de manter contatos com prefeituras e investidores.

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Na Lava Jato

Além das movimentações econômicas atípicas, as denuncias de coação à testemunhas, Paulo Preto foi denunciado pelo operador de Adir Assad que afirmou em sua delação premiada à Lava Jato ter recebido por meio de suas empresas de fachada cerca de R$ 46 milhões das concessionárias de rodovias do Grupo CCR e entregue ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza. Os repasses teriam ocorrido entre 2009 a 2012.

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Segundo consta, a delação integra a documentação da 48.ª fase da operação, que investiga irregularidades em rodovias e envolve empresas que conquistaram concessões no Estado de São Paulo durante as gestões tucanas de Geraldo Alckmin e José Serra.

A CCR também é controladora do Consórcio ViaQuatro, que opera a Linha 4-Amarela, e do Consórcio ViaMobilidade, que venceu recentemente a licitação para operação por concessão das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro, todas da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô.

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