Paulo materializa ameaça de romper com a Saneago
Prefeito cria comissão para analisar cumprimento do contrato de fornecimento de água pela estatal goiana; grupo tem 90 dias para apresentar sugestões ao chefe do Executivo; empresa quer ressarcimento de ao menos R$ 1,9 bilhão em caso de retomada da concessão, renovada por Iris Rezende e com vigência até 2023
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Goiás247_ O prefeito Paulo Garcia assinou na manhã desta terça-feira, 22, no gabinete no Paço Municipal, decreto criando comissão que irá emitir um parecer sobre os serviços públicos de fornecimento de água e tratamento de esgoto prestados na Capital.
O objetivo, segundo a prefeitura, é buscar atendimento dos compromissos do programa de governo da administração referentes à implantação do projeto de desenvolvimento sustentável que se norteia pela busca da melhoria da qualidade de vida, e acompanhar o cumprimento das clausulas contratuais estabelecidas com a Saneago.
A comissão tem o prazo de 90 dias, podendo se prorrogar pelo mesmo período, para emissão de um parecer e possíveis sugestões ao prefeito Paulo Garcia. Além do vice-prefeito, Agenor Mariano, integram a comissão o procurador-geral do Município, Carlos de Freitas; que será o coordenador geral; os secretários municipais Wagner Siqueira (Habitação), Nelcivone Melo (Desenvolvimento Sustentável), Reinaldo Barreto (Finanças), e o presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Pedro Wilson.
Polêmica
Assim que tomou posse, a gestão petista partiu para o confronto com a Saneago. Quem se manifestou pela prefeitura foi o vice Agenor Mariano ao dizer que o Executivo Municipal iniciaria estudos para romper o contrato de concessão com a Saneago.
O argumento da prefeitura é de que os investimentos são baixos e que a estatal não realiza o serviço de maneira eficiente. A reação do governo estadual foi imediata. A Saneago emitiu nota oficial em que lembra a duração do contrato com a prefeitura, que vale até 2023, e que, inclusive, foi firmado pelo ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), principal aliado de Garcia.
O vice-governador José Eliton afirmou que a questão da Saneago estava sendo politizada e criticou a atitude da prefeitura em querer romper o contrato.
Reportagem do jornal O Popular mostrou que o rompimento pode custar caro a Paulo Garcia. O Estado, através da Saneago, pretende cobrar ao menos R$ 1,9 bilhão referentes aos investimentos não amortizados feitos no sistema de abastecimento e tratamento da Capital.
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