Paulo Garcia recua e não vai romper com a Saneago
Prefeito declarou nesta segunda-feira que o diálogo é a melhor saída e o "bom sendo prevalecerá" na discussão sobre a eficiência dos serviços prestados pela estatal no tratamento de água e esgoto em Goiânia. No começo do ano, prefeitura alegou que Saneago não estava executando seu trabalho a contento e ameaçou cancelar o contrato de concessão. Empresa reagiu e disse que cobraria R$ 1,9 milhão em ressarcimentos. Debate é mais um capítulo na relação pouco amistosa entre Paulo Garcia e o governador Marconi Perillo
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Goiás 247_ O prefeito Paulo Garcia (PT) afirmou nesta segunda-feira que o diálogo é a melhor saída para tratar do assunto Sanego-prefeitura. O petista havia ameaçado romper o contrato de concessão com a empresa estatal que executa os serviços de água e esgoto na Capital.
"O que nós queremos é melhorar estes serviços para os goianienses. Vamos cobrar o que está estipulado no contrato. A opção mais radical, de cancelamento do contrato, que não deixa de ser real, ainda poderá ser analisada, mas, inicialmente, estamos dispostos ao diálogo. Acredito que é a melhor saída e que o bom senso prevalecerá”, afirmou Paulo em entrevista coletiva.
No início do ano o prefeito sinalizou que poderia cancelar a concessão da Saneago e montou uma comissão, presidida pelo vice-prefeito Agenor Mariano (PMDB), para avaliar a eficiência dos serviços prestados pela estatal. A justificativa da prefeitura era que a Saneago não estava cumprindo o contrato e os serviços estavam precários.
Paulo Garcia já recebeu o relatório da comissão na semana passada e não o tornou público, aumentando os boatos sobre um possível rompimento. A Saneago sempre manteve postura rígida contra o Paço. A estatal afirma ter um contrato com a prefeitura que vale até 2023. E disse estar disposta a cobrar encargos de R$ 1,9 bilhão em ressarcimento caso o compromisso fosse desfeito.
A tensão em torno da Saneago foi interpretada pelo lado governista como uma ação de Paulo Garcia no sentido de mostrar certa rebeldia em relação a Marconi Perillo. Nos bastidores, até mesmo aliados do petista afirmavam que seria impossível romper com Saneago e, de imediato, a prefeitura assumir o tratamento de água e esgoto de Goiânia.
A Capital foi responsável 39,8% da arrecadação da Saneago de janeiro a outubro de 2012 e no primeiro semestre deste ano a estatal anunciou investimentos da ordem de R$ 100 milhões em Goiânia.
Paulo Garcia e o presidente da Saneago, José Gomes da Rocha, devem ser reunir ainda semana para falarem dos serviços prestados.
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