Paulo Garcia perde apoios e pode perder mais
Saída de Vanderlan Cardoso do PMDB pode provocar lançamento de chapa em Goiânia com partidos aliados nacionais do PT, o que tiraria força política do prefeito e tempo no horário eleitoral. Para peemedebista, eleger o petista Paulo Garcia em outubro é ‘eleger’ Iris Rezende candidato a governador em 2014
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Vassil Oliveira_Goiás 247 – Desde ontem o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), tenta falar com o empresário e ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso e não consegue. A saída do PMDB anunciada por Vanderlan assustou os apoiadores diretos do prefeito e ele próprio (leia aqui). Mostrou que, apesar de ser considerado o maior líder do partido, o ex-prefeito Iris Rezende não manda integralmente na legenda. Em outras palavras, Paulo, que se recusava a conversar com os apoiadores no atacado, preferindo resolver apoios e alianças com Iris, terá agora de ampliar o diálogo.
A situação de Paulo Garcia parece boa, mas não se sustenta como tal. Em conversas reservadas, mesmo petistas reclamam do prefeito, que foge do contato direto com o grosso de seus potenciais apoiadores. “É como se ele achasse que todos vão apoiá-lo por obrigação, porque ele é a única alternativa”, disse um petista ao 247, com a condição de não ser citado nominalmente. A preocupação é grande porque até agora nada ainda está preparado, por exemplo, para o que deveria ser a festa de confirmação da candidatura do prefeito.
O anúncio de Vanderlan trouxe à tona outra questão, para Paulo Garcia: a dependência do apoio de Iris Rezende à sua reeleição. Iris estaria vendendo caro esse apoio. O preço: a garantia de que ele será o candidato a governador apoiado pelo PT em 2014. Hoje de manhã um peemedebista fez a seguinte leitura: “A saída do Vanderlan envia a seguinte mensagem: eleger Paulo Garcia prefeito é ‘eleger’ Iris candidato a governador.”
A leitura preocupa porque pode afastar mais apoiadores do prefeito, assim como já fez com Vanderlan, que tem claramente o desejo de ser candidato – o que viu ameaçado pelas atitudes de Iris nos últimos meses, segundo ele mesmo admitiu na coletiva desta terça, 20. E pode, ainda, resultar em uma candidatura alternativa sustentada por legendas ligadas ao governo federal, portanto aliadas nacionais do PT, contra Paulo Garcia.
Assim, além de ter o candidato de Marconi Perillo como adversário, Paulo Garcia teria um nome que travaria uma ação mais direta de Lula e da presidente Dilma na eleição em Goiânia. Isso sem falar na significativa perda de tempo no horário eleitoral de TV e rádio que isso significaria.
Uma convicção sustentando as articulações nas últimas horas e dias: a eleição na capital goiana está longe de definida, embora Paulo Garcia a lidere. A mais recente pesquisa Serpes/O Popular mostrou que cerca de 80% ainda não definiu o seu voto, e que a avaliação da administração do prefeito não é sólida (leia mais aqui - e aqui.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247