Patrimônio de vereador dispara até 23.000%

É o caso do vereador Edinho do Açougue (PTdoB). Para Reinado Preto do Sacolão (PMDB), o crescimento foi de 3.000%. Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) perdeu quase tudo em quatro anos e Gunda (PSL) não tem patrimônio algum

Patrimônio de vereador dispara até 23.000%
Patrimônio de vereador dispara até 23.000% (Foto: Edição/247)


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Minas 247 – Ser vereador em Belo Horizonte pode ser a redenção financeira para alguns, e um desastre para outros. É o que mostra a relação de patrimônio que os parlamentares da capital mineira, que buscam a reeleição, declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto alguns saíram do nada e se tornaram ricos, outros perderam tudo, ou quase tudo.

Dois casos são emblemáticos para exemplificar como um mandato de vereador em Belo Horizonte pode ser muito bom para as finanças do parlamentar. Edinho do Açougue (PTdoB) declarou em 2008 um patrimônio de R$ 1 mil, para a eleição deste ano diz ter 234,6 mil, um crescimento de 23.460%. Já Reinaldo Preto do Sacolão (PMDB) saltou de R$ 6 mil para R$ 180 mil, 3000% de aumento.

Na outra ponta, a vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) viu seu patrimônio cair 99,6%. Na última eleição para a Câmara, declarou R$ 20 mil, agora só possui R$ 89,65. O vereador Gunda (PSL), declarou que não tem nenhum patrimônio.

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Confira a matéria dos jornalistas Daniel Camargos e Marcelo da Fonseca, do jornal Estado de Minas

O eleitor que quiser obter o maior número possível de informações sobre os candidatos antes de decidir em quem votar deve ficar atento ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No DivulgaCand (http://divulgacand2012. tse.jus. br), já está disponível o patrimônio declarado de cada um dos pretendentes aos cargos de vereador e prefeito em todas as cidades brasileiras, incluindo o que foi informado em 2008 – se eles foram candidatos naquela eleição –, permitindo ao eleitor calcular a evolução patrimonial.

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Trinta e oito vereadores registraram candidatura e tentarão a reeleição na capital mineira. A maioria (25 candidatos) viu o patrimônio engordar, quando comparado o que foi declarado na última eleição. Apenas cinco ficaram mais pobres. A última legislatura da Câmara da capital mineira foi marcada por uma série de escândalos e também muito desgaste quando os vereadores tentaram, mas não conseguiram, aumentar os próprios salários em 61,8%.

O vereador Edinho do Açougue (PTdoB) declarou ter apenas R$ 1 mil em 2008. Para esta eleição afirma ter patrimônio de R$ 234,6 mil, o que representa um crescimento de 23.460%. Se continuasse no antigo emprego teria que vender muito filé e picanha para conseguir desempenho semelhante. Outro que também teve aumento expressivo foi Reinaldo Preto do Sacolão (PMDB), passando de R$ 6 mil para R$ 180 mil, o que corresponde a um aumento de 3.000%.

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Vale destacar que entre os atuais vereadores apenas dois informaram patrimônio na casa do primeiro milhão: Leonardo Matos (PV), que declarou ter R$ 1.104.000, e Daniel Nepomucemo (PSB) com R$ 1.059.260,29. Outros quatro estão quase lá: Alberto Rodrigues (PV), R$ 878 mil; Heleno (PHS), R$ 874 mil; Tarcísio Caixeta (PT), R$ 859 mil; Geraldo Félix (PMDB), R$ 857 mil; e Henrique Braga (PSDB), R$ 827 mil.

Apesar de a grande maioria dos atuais vereadores terem conseguido aumentos significativos em seus patrimônios nos últimos quatro anos, para cinco vereadores a situação foi inversa. Entre os parlamentares que declararam possuir menos bens neste ano quando comparado com a última eleição municipal, a vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) foi, pela declaração, a que mais perdeu, passando de R$ 20 mil para apenas R$ 89,65, queda de 99,6% em seu patrimônio. Arnaldo Godoy (PT), Iran Barbosa (PMDB), Moamed Rachid (PDT) e Silvinho Rezende (PT) também tiveram queda na lista de patrimônios entregues à Justiça Eleitoral. Já os vereadores Gunda (PSL) e Hugo Thomé (PMN), que em outubro tentam garantir mais quatro anos na Câmara, não declararam bens à Justiça Eleitoral.

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Campanha

Para uma disputa eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos tempos, o primeiro fim de semana de campanha em Belo Horizonte foi frio. Nem Patrus Ananias (PT) nem Marcio Lacerda (PSB) pediram voto. Apenas a militância petista saiu às ruas ontem e sábado. A campanha de Lacerda passou em branco. Hoje, no entanto, os presidentes estaduais e municipais dos 19 partidos que compõem a coligação BH Segue em Frente, incluindo PV, PSDB, DEM e PP, se reúnem com o prefeito e o candidato a vice, Délio Malheiros (PV), para decidir os rumos da campanha.

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