Parques de Goiânia não têm projeto e plano de manejo

Vistoria do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás aponta inexistência de Projeto de Implantação para o Jardim Botânico e para o Parque Cascavel e a falta de Plano de Manejo para o Lago das Rosas e para o Parque Cascavel; nos parques Flamboyant, Areão e Lago das Rosas, faixa de amortecimento de cem metros está totalmente ocupada por grandes edifícios; no Vaca Brava, há poluição direta no manancial por resíduos sólidos e esgoto visível na entrada do Goiânia Shopping; inspeção nos parques resultou em relatório a ser lançado e divulgado pelo Conselho nesta sexta-feira (7), na sede da AMMA

Parques de Goiânia não têm projeto e plano de manejo
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247_ Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU/GO) lança o relatório da vistoria realizada nos parques urbanos de Goiânia. A divulgação deste estudo será realizada às 15 horas desta sexta-feira (7), no auditório da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), com a presença do presidente da pasta, Pedro Wilson Guimarães, do presidente do CAU/GO, John Silveira, o promotor de justiça do Ministério Público Estadual Juliano de Barros Araújo e a analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Yriz Silva, dentre outras autoridades. Às 14h45 as autoridades concederão uma entrevista no auditório da AMMA.

Além do lançamento do material, será realizada ainda uma mesa redonda com o tema Parques Urbanos, onde serão debatidos os principais problemas enfrentados por estas áreas e as possíveis soluções e medidas a serem adotadas pelo poder público para conservação destes ambientes. Vão participar do debate o diretor do CAU/GO, Edinardo Lucas, o diretor de áreas verdes da AMMA, Antônio Esteves e a arquiteta, com a mediação da arquiteta e urbanista Lana Jubé.

Vistoria técnica

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Durante o ano de 2012 o CAU/GO realizou inspeção técnica nos parques Flamboyant, Areão, Vaca Brava, Lago das Rosas, Bosque dos Buritis, Jardim Botânico e Cascavel, que resultou no relatório a ser lançado e divulgado no dia 7. Esta vistoria apontou que nem todos os parques possuem projeto de implantação e plano de manejo aprovado. Durante o levantamento realizado não foram identificados Projetos de Implantação para o Jardim Botânico e Parque Cascavel e nem Planos de Manejo para o Lago das Rosas e o Parque Cascavel.

Em todos os casos onde o projeto ou o plano de manejo foram elaborados, estão delimitadas zonas de amortecimento numa faixa de cem metros em torno dos parques. Nestas zonas de amortecimento as áreas permeáveis deveriam ser garantidas em maior porcentagem e a altura das edificações deveria ser restrita propiciando a circulação dos ventos e a iluminação solar direta nas áreas vegetadas. No caso dos parques Flamboyant, Areão e Lago das Rosas, esta faixa lindeira ao parque está hoje totalmente ocupada por edifícios de grande porte.

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Um dos problemas detectados em todos os parques visitados é o vandalismo que tem como alvo, principalmente, o mobiliário e as espécies vegetais. Apesar do policiamento existente nesses locais, o poder público não consegue reprimir a ação dos vândalos. Outro frequente problema verificado nos parques é o consumo de drogas e as ações de violência praticadas nas áreas próximas às nascentes, onde a vegetação é mais fechada e o acesso é mais difícil.

No que se refere à qualidade da água nestes parques, o que apresentou situação mais preocupante foi o Vaca Brava, onde há poluição direta no manancial, por resíduos sólidos e esgoto visível na entrada do Goiânia Shopping, onde a água do córrego volta a ser corrente. Em relação à drenagem, a situação mais severa foi encontrada no Parque Flamboyant, onde a faixa lindeira ao parque está ocupada por edifícios que chegam até trinta pavimentos e a construção de dois níveis de subsolo. Em vários pontos do entorno imediato do parque o lençol freático teve que ser rebaixado e o curso d'água desviado e canalizado. Estas ações podem provocar a diminuição da quantidade de água disponível no solo e por consequência a diminuição da vazão das nascentes principalmente nos períodos de seca.

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De forma geral, o que se pode concluir após os estudos realizados nos sete maiores parques urbanos de Goiânia é que os projetos foram elaborados mas os problemas execução e manutenção destes locais e, principalmente, o processo pós-ocupação ocorrido no interior destes espaços e nas áreas do entorno tem causado transformações ambientais significativas nessas áreas. É preciso entender que os projetos dos parques, e outros projetos urbanos pontuais, precisam estar integrados ao planejamento maior da cidade.

O Plano Diretor precisa estabelecer proposições que garantam a eficiência dos projetos dos parques como a definição de usos especiais para as áreas de entorno, a especificação da densidade máxima a limitação da altura das edificações na região imediatamente ligada aos parques. A elaboração e implementação de planos setoriais como os de saneamento, drenagem e arborização urbana também são indispensáveis ao bom desempenho dos parques como parte da estrutura urbana.

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(Com informações da Assessoria de Imprensa do CAU/GO)

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