Parlamentares ouvem GSI sobre operação em Suape
Uma comissão de parlamentares esteve no Palácio do Planalto para ouvir o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general José Elito, a respeito de uma operação que teria sido montada para monitorar movimentos sindicais no Porto de Suape, na região metropolitana do Recife; o general negou qualquer ação específica e disse que o GSI e a Abin não monitoram pessoas, mas cenários; na próxima quarta-feira (17), o ministro-chefe do GSI deve comparecer à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para falar sobre o assunto
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Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Uma comissão de parlamentares esteve hoje (11) no Palácio do Planalto para ouvir o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general José Elito, sobre informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo a respeito de uma operação que teria sido montada pelo órgão e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar movimentos sindicais no Porto de Suape, na região metropolitana do Recife.
Segundo o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), que propôs a convocação do ministro para a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, o general negou qualquer ação específica no porto e disse que o GSI e a Abin não monitoram pessoas, mas cenários. Na próxima quarta-feira (17), o ministro-chefe do GSI deve comparecer à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para falar sobre o mesmo assunto.
“O general explicou como é que funciona o sistema, que é integrado, que são 700 cenários que eles monitoram para informar à Presidência e disse que isso é absolutamente normal, que qualquer país democrático do mundo precisa e deve ter esse sistema de informações para orientar as decisões do presidente da República”, disse Macris.
O deputado disse que aguardará as respostas ao requerimento que entregou ao ministro Elito pedindo mais explicações sobre o caso. Entre as questões colocadas no documento, Macris questiona se agentes da Abin e de outros órgãos participaram de operação de monitoramento no Porto de Suape, se houve quebra de sigilos telefônicos e quais equipamentos foram usados para a vigilância.
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