Paralisação na refinaria e na petroquímica em Suape

Operários da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape paralisaram as atividade na manhã de hoje (30); Funcionários reivindicam equiparação salarial cuja diferença para a mesma função, de acordo com a categoria, chega a 30% em alguns casos

Paralisação na refinaria e na petroquímica em Suape
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PE247 – Operários da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape paralisaram as atividade na manhã de hoje (30). Os funcionários reivindicam equiparação salarial, pois argumentam que trabalhadores que exercem a mesma função no Complexo de Suape ganham salários diferentes. De acordo com a categoria, esta variação chega a 30% em alguns casos.

“Não dá pra ficar desse jeito. Exercemos as mesmas funções e os salários são diferentes. Eu, por exemplo, ganho R$ 1,2 mil. Um outro funcionário que faz a mesma coisa que faço ganha R$ 1,7 mil. Isso é injusto”, afirmou em reserva um funcionário ao Portal NE 10.

As informações dão conta de que a paralisação ocorre sem violência. O Batalhão de Choque está no local para garantir a segurança das pessoas. Os funcionários apenas bateram o ponto e resolveram cruzar os braços logo em seguida.

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Por outro lado, a advogada Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sinicon), que representa a classe patronal, Margarete Rubem, afirmou que só interessa aos trabalhadores o teto máximo dos salários. “Essa foi uma decisão arbitrária, porque estamos tentando negociar uma possível equiparação salarial. Os funcionários não aceitaram nossa proposta porque só estão interessados no teto máximo”, declarou.

Nesta segunda-feira (29), representantes do o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem do Estado de Pernambuco (Sintepav-PE) e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sinicon) tentaram um acordo, sem sucesso, no Ministério do Trabalho (MTE) com o objetivo de equiparar os salários da categoria.

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As negociações fazem parte do acertado na última greve, considerada ilegal, iniciada no começo de agosto e que durou quinze dias. Na ocasião, ficou acertado o pagamento de um abono salarial de 70% dos dias parads aos operários da Refinaria e da Petroquímica.

Há três meses, o local foi palco de intensos conflitos. Além do abono dos dias referentes a greve, os trabalhadores de ambas as empresas reivindicavam correção salarial de 15% e vale alimentação de R$ 350,00, mas ganharam aumento de 10,5% e vale refeição de R$ 260,00. Por conta da insatisfação com as propostas, funcionários da refinaria queimaram sete ônibus que levavam os operários ao trabalho e depredaram um trio elétrico que servia para “comandar” o protesto.

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