Para onde vai o dólar?

Intervenções do Banco Central não têm sido capazes de deter a disparada da moeda americana

Para onde vai o dólar?
Para onde vai o dólar? (Foto: Image Source/Richard Lewisohn)


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Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As intervenções do Banco Central (BC) não conseguiram impedir a alta da moeda norte-americana. O dólar comercial subiu 1,69%, encerrando a sessão da última quinta-feira a R$ 2,258 para venda. Foi o quinto dia seguido que o câmbio se desvalorizou e a maior cotação desde 1º de abril de 2009, quando o dólar tinha fechado em R$ 2,281 para venda.

Pela manhã, o BC injetou US$ 2,986 bilhões vendendo dólares no mercado futuro. No início da tarde, a autoridade monetária promoveu um leilão de até US$ 3 bilhões com compromisso de recompra.

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Os leilões não inverteram a valorização da moeda norte-americana. Por volta das 16h, o dólar comercial atingiu R$ 2,2725, na máxima do dia. Nos minutos seguintes, a cotação desacelerou um pouco até cair abaixo de R$ 2,26.

No dia 19, o presidente do Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, Ben Bernanke, declarou que a instituição pode diminuir os estímulos monetários até o fim do ano caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar. A expectativa do fim da política expansionista tem provocado turbulências no sistema financeiro global nas últimas semanas. Caso a ajuda diminua, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo.

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Risco inflacionário é real
Câmbio não afetará inflação se instabilidade for momentânea, diz Mantega

A disparada do dólar não terá impacto significativo sobre a inflação se a instabilidade for momentânea, disse no dia 19 o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, as pressões sobre a moeda norte-americana são passageiras e não deverão permanecer nos próximos meses.

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"É claro que a valorização cambial causa pressão inflacionária adicional, mas se for passageira, a pressão se dilui. As compras de insumos no mercado futuro já estão feitas. Se a valorização amainar, não haverá efeito sobre inflação", declarou o ministro. Ele também disse acreditar que as turbulências deverão cessar depois que o dólar se acomodar em um novo nível e os investidores tiverem mais certeza sobre as ações do Fed (Federal Reserve – Banco Central norte-americano).

De acordo com o ministro, a inflação está sob controle depois que os preços dos alimentos caíram. Ele, no entanto, reconheceu que os índices subirão no acumulado de 12 meses por algum tempo, antes de recuarem.

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"No acumulado de 12 meses, a inflação deverá subir porque estão entrando [no cálculo] meses em que a inflação foi maior. Mas a inflação mensal está sob controle. A cada mês menor que no anterior. Os índices de junho foram menores que em maio e os preços de praticamente todos os alimentos estão caindo", ressaltou Mantega.

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