Para Folha, Copa consagra "rouba, mas faz"
Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 90% dos brasileiros consideram o Mundial importante para o País, mas 76% acreditam em corrupção nas obras dos estádios e de infraestrutura; percepção de mau uso de dinheiro público é maior entre os mais instruídos
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247 - Aos poucos, a Copa de 2014 no Brasil começa a se transformar em realidade. Dois estádios já ficaram prontos – o Castelão, em Fortaleza, e o Mineirão, em Belo Horizonte – e as concessões dos aeroportos saem do papel. Em 2013, com a Copa das Confederações, o Brasil começará a respirar o clima do Mundial, que, segundo promete a presidente Dilma Rousseff, será o melhor já realizado pela Fifa. "Venceremos os fracassomaníacos", aposta o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
Apesar do otimismo e do bom andamento das obras, uma pesquisa Datafolha, publicada neste dia de Natal, joga um pouco de água no chope. Segundo o Instituto, ligado ao grupo Folha, da família Frias, 76% dos brasileiros acreditam em corrupção nas obras do torneio. Apesar disso, 90% dos entrevistados avaliam que o Mundial será importante para o Brasil.
Foram ouvidos 2.588 brasileiros em 160 municípios, no dia 13 de dezembro. A percepção de corrupção é maior entre os mais instruídos: 89% para quem tem ensino superior e 68% para quem possui apenas o fundamental.
Em linhas gerais, a pesquisa transmite a ideia de que a Copa de 2014 consagra a máxima do "rouba, mas faz". O Mundial trará progresso, mas será marcado pela corrupção. De todo modo, as obras, ao contrário do que muitos imaginavam, começam a sair do papel, no prazo previsto (leia mais aqui).
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