Para Ferro, Dilma deve fazer reforma ministerial
O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) defendeu a necessidade de uma reforma ministerial na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT); o parlamentar afirmou que a reforma não se daria com a redução de pastas, mas com a troca de nomes que ocupam os ministérios, tendo como mote a melhoria da articulação política do governo; Acho que tem que se fazer uma atualização em algumas áreas. Nós temos alguns problemas de articulação política e é preciso tirar lições desse momento aí"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
PE247 – O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) defendeu a necessidade de uma reforma ministerial na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT). Após a queda de 27 pontos percentuais na aprovação do Governo Dilma, cravando 30%, segundo a pesquisa do Datafolha, o parlamentar afirmou que a reforma não se daria com a redução de pastas, mas com a troca de nomes que ocupam os ministérios, tendo como mote a melhoria da articulação política do governo.
“Não é questão de redução de ministérios. Acho que é troca de nomes dos ministérios. Acho que tem que se fazer uma atualização em algumas áreas. Nós temos alguns problemas de articulação política e é preciso tirar lições desse momento aí”, afirmou Ferro, em entrevista à Rádio Folha.
A proposta do parlamentar apresenta uma certa semelhança com a defendida pelo senador mineiro Aécio Neves (PSDB), adversário da presidente Dilma na próxima eleição. O tucano defende que o número de ministérios caia de 39 para 22 para otimizar os investimentos.
A defesa de uma reforma no governo por parte do parlamentar Fernando Ferro vem em meio a um cenário no qual a cúpula do PT discute a articulação política do governo. Integrantes da base governista já vinham demonstrando a insatisfação pela maneira como a chefe do Executivo federal dialoga com os seus aliados. As queixas aumentaram com proposta da presidente Dilma de convocar um plebiscito para autorizar a criação de uma Assembleia Constituinte para discutir a reforma política. Mas o governo recuou no projeto.
A reforma política, bem como outros tipos de reformas, veio à tona depois que milhares de pessoas tomaram as ruas em várias cidades do país para protestar e reivindicar melhorias na execução de políticas públicas, tendo como alvos os poderes Legislativo e Executivo. Ferro já havia defendido que os manifestantes também direcionassem as críticas ao Poder Judiciário. O posicionamento do congressista foi mais um indicativo de que a avalanche de protestos aumentou a insatisfação da base aliada da presidente Dilma que, após a queda na aprovação do seu governo, vê crescer o clamor para que o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, volte a comandar o Palácio do Planalto.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247