Para Calmon, julgamento da AP 470 foi "didático"
Ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) disse que julgamento no Supremo vai servir como exemplo para "possíveis contraventores"; ao contrário dos réus da ação, sobretudo os membros do PT, Eliana Calmon defendeu o papel da imprensa; "Temos que dotar informações à opinião pública porque a reprovação social é um aliado de primeira grandeza"
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Bahia 247
A ministra baiana do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, desembarcou na terra natal nesta sexta-feira (7) para participar do evento realizado pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) e a Controladoria Geral da União (CGU), que discutiu o combate à corrupção no Brasil.
A ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) enalteceu a importância da punição no julgamento da Ação Penal 470, o 'mensalão', julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por sua função "didática, dando exemplo a possíveis contraventores".
Calmon disse que crimes como os do que envolvem políticos do PT causam as grandes mazelas vividas no país como atraso no desenvolvimento, descrédito nas instituições democráticas e "perda do padrão moral". "A corrupção leva a um desgaste do poder público perante a população. Ela começa a se desinteressar e dizer que nada vale a pena. Se a classe governante não faz, não sou eu, cidadão, que vou dar moralidade ao Estado".
Com criticas a escolhas políticas para cargos de confiança, a magistrada apontou a falta de conhecimento técnico e ética como um dos fatores que dão margem à corrupção. Ela condenou ainda a falta de transparência no serviço público e o excesso de formalismos, dois dos problemas que mais combateu enquanto esteve à frente do CNJ.
Os órgãos de controle foram considerados por Eliana como fundamentais no combate à corrupção. Instituições como o Ministério Público permitem na visão da ministra, ter o "controle do estado" e manter o governo a serviço da população.
"Com eles, temos ideia da separação do que é público do que é estatal. Esses órgãos de controle separam a intimidade do governo da realidade necessária do Estado".
Para a ministra, é necessário não apenas a ação dos órgãos de controle, mas a sua divulgação. "Quando nós punimos um infrator nós damos o exemplo. Além do combate à impunidade, é preciso que haja a reprovação popular. Me preocupa a quase indiferença da população quando comparece as urnas para escolher seus representantes".
Ela ainda defendeu o papel da imprensa para a construção de um país menos corrupto, devido ao seu poder multiplicador das informações acerca do que se passa nos bastidores do poder. "Temos que dotar informações à opinião pública porque a reprovação social é um aliado de primeira grandeza". Com informações do Bahia Notícias.
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