Para Bueno, relatório da CPI é uma "meia-pizza"

Deputado e líder do PPS critica documento de Odair Cunha e diz que relatório é "meia-pizza com DNA governista", pois só pede indiciamento de políticos da oposição. "Repudiamos esse parecer parcial, em que só investiga um lado. Continuamos defendendo que essa CPI tem de investigar", disparou

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Goiás 247_ O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), soltou o verbo nesta quarta-feira contra o relatório da CPI do Cachoeira feito pelo deputado Odair Cunha (PT). Para Bueno, o documento é uma meia-pizza”, pois só pede o indiciamento de políticos da oposição, como o governador Marconi Perillo.

O parlamentar do PPS diz que o relatório apenas comprova que a comissão só foi criada para atingir membros da oposição, desviar a atenção da sociedade do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e para “atingir a liberdade de expressão no país”.

“É uma meia-pizza com o DNA governista. É um biombo montado para desviar a atenção, para jogar a sujeira para debaixo do tapete”, criticou Bueno, em entrevista à TV Câmara.

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Rubens Bueno lembrou na entrevista que os trabalhos da CPI “empacaram” depois do depoimento de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre), que revelou aos integrantes da comissão sobre sua movimentação junto a empreiteiras na busca de doação de campanha de Dilma Rousseff. “Quando chegou nas doações de 2010, eles pararam as investigações. Agora, está acontecendo a mesma coisa com o caso Rosemary”.

O líder do PPS ressaltou a intenção de apresentar voto em separado ao relatório de Cunha. “Repudiamos esse parecer parcial, em que só investiga um lado. Continuamos defendendo que essa CPI tem de investigar tudo e todos”, afirmou Rubens Bueno, que defende que as investigações atinjam também as relações dos governadores Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, Siqueira Campos (PSDB), do Tocantins, e Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, com a construtora Delta.

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Bueno também se referiu ao escândalo da compra de pareceres, em cujo epicentro das investigações da Polícia Federal está a amiga íntima do ex-presidente Lula e ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha.

Os independentes

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Rubens Bueno integra uma ala chama de “independente” que também conta com os deputados Miro Teixeira (PDT-RJ), Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Para obter voto favorável deste grupo, Odair Cunha estaria disposto a incorporar no texto um pedido para o Ministério Público investigar 21 empresas laranjas que receberam R$ 545 milhões da empreiteira Delta nos últimos cinco anos.

Os votos dos independentes são essenciais para o relatório de Cunha, apresentado em sua primeira versão há duas semanas, ser aprovado.

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