PAI pode receber recursos de fundos previdenciários
São projetos de infraestrutura, como a Plataforma Logística de Anápolis, o Aeroporto de Cargas, o novo Centro Administrativo, o Parque Ambiental do Morro da Serrinha e o VLT, entre outros. A relação foi apresentada pelo secretário Giuseppe Vecci no seminário Poupança Previdenciária para o Desenvolvimento Regional
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Goiás247_ Pelo menos 16 projetos do Plano de Ação Integrada de Desenvolvimento (PAI) do Governo do Estado podem receber investimentos de fundos previdenciários ou de outros tipos de investidores. São projetos de infraestrutura, como a Plataforma Logística de Anápolis, o Aeroporto de Cargas de Anápolis, o novo Centro Administrativo, a Estação Gastronômica de Goiânia, o Parque Ambiental do Morro da Serrinha, os Centros de Convenções de Anápolis e da cidade de Goiás, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), entre outros.
A relação foi apresentada pelo secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, na manhã desta terça-feira, durante exposição no Painel Infraestrutura (Logística) & Setor Imobiliário do Seminário Poupança Previdenciária para o Desenvolvimento Regional. O evento, realizado no Castro's Hotel, foi promovido pela Fundação Celg de Seguros e Previdência (Eletra). O objetivo do evento, conforme o presidente da entidade, Pedro Batista, é debater e esclarecer empreendedores, gestores de recursos e investidores sobre a formatação de projetos locais para receber recursos dos fundos de pensão.
De acordo com o secretário Giuseppe Vecci, os recursos do Tesouro Estadual estão atualmente comprometidos com despesas com pessoal, dívidas e custeio da máquina administrativa. Por isso, para a implementação do PAI, o Governo do Estado busca alternativas de recursos e a participação de investidores é bem-vinda, seja por meio de parcerias ou concessões, entre outras formas. O secretário citou o projeto da Plataforma Logística de Anápolis, estimado entre R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão, que deverá ser executado por meio de concessão.
Centro Administrativo
Outro projeto citado é o novo Centro Administrativo, que está em estudo pela Segplan. A intenção é construir inicialmente um bloco de 50 mil metros quadrados em área do Estado situada na Av. Anhanguera com 5ª Avenida, Setor Vila Nova. Vecci informou que deverá se reunir na próxima semana com executivos da Caixa Econômica Federal para discutir a possível criação de um fundo imobiliário que financiará a obra. O Estado entraria com a área e pagaria o aluguel das instalações por determinado período. Já o projeto do VLT de Goiânia contará com recursos federais e de um consórcio de empresas, mas já está sendo estudada sua ampliação, além da Av. Anhanguera, para Trindade, Goianira e Senador Canedo.
Vecci afirmou ainda que melhorias no autódromo de Goiânia e do estádio Serra Dourada poderão ser feitos por meio de subconcessões. Sobre a construção do Centro de Convenções de Anápolis, projeto orçado em cerca de R$ 120 milhões, o Governo do Estado pretende bancar a obra e depois passar sua administração, por meio de concessão, para a iniciativa privada, a exemplo do que ocorreu com o Centro de Convenções de Goiânia.
Também participaram do painel o diretor técnico da Reit Soluções Financeiras Imobiliárias, Maurício Visconti; e o diretor de Negócios da Riviera Investimentos, André Barbieri. O seminário reuniu representantes de fundos de pensão e de regime próprio de previdência social (RPPS). Segundo o presidente da Eletra, Pedro Batista, Goiás está deixando de aproveitar recursos da poupança previdenciária da ordem de R$ 2 bilhões que poderiam ter parte canalizada para projetos de desenvolvimento do Estado. “São cerca de R$ 150 milhões por ano, e pelo menos a metade poderia ser aplicada em projetos que garantirão a manutenção do crescimento econômico goiano”, afirmou.
(Com informações da Comunicação Setorial da Segplan)
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