PAC turbinado

Economistas indicam que a medida do Governo Federal de anunciar compras de produtos nacionais terá impacto direito em um dos seus principais entreves: a morosidade do PAC

PAC turbinado
PAC turbinado (Foto: UESLEI MARCELINO/Reuters)


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Leonardo Lucena_PE247 – A medida do Governo Federal de anunciar a compra de produtos nacionais num valor total de R$ 8,4 bilhões é plausível a curto prazo, mas não sustentará a economia num longo espaço de tempo. Essa é a avaliação comum entre especialistas sobre a inciativa, que tem o objetivo de estimular a produção das indústrias nacionais, e consequentemente, protegê-las ante a crise econômica internacional.

De acordo com o economista da Consultoria Econômica de Planejamento (Ceplan), Jorge Jatobá, a compra de equipamentos anunciada pelo governo, como tratores, unidades odontológicas, remédios e caminhões deve ser redirecionada para os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Com o intuito de dar um resultado a longo prazo, os equipamentos obtidos pelo governo devem ser utilizados como forma de acelerar os investimentos através do PAC. Paralelamente, tem de haver uma desburocratização no programa”, explicou Jatobá.

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Esta política anticíclica do governo, já que há a injeção de capital na economia para amenizar os impactos de um ciclo econômico global desfavorável ao país, também está atrelada a dois fatores. Primeiro é o aumento da oferta de crédito e a diminuição dos juros, tanto dos bancos privados como dos estatais. Segundo, a redução de impostos, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para eletrodomésticos e automóveis e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), este utilizado em operações de crédito.

No entanto, decidir pela aquisição de produtos nacionais é uma forma de compensar a forte inadimplência, que, segundo o Banco Central, está em 8%, e a fraca demanda internacional por conta da crise, mesmo com a subida do dólar, que estimula a exportação brasileira.

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Segundo o professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), André Magalhães, o governo insiste em concretizar políticas específicas, quando deveriam ser pacotes abrangentes.

“O país necessita de uma política mais genérica, como a reforma tributária e diminuir o custo de contratação”, afirmou o economista. Vale ressaltar que carga de tributos no Brasil chega a 36% do Produto Interno Bruto nacional, sendo uma das mais altas do mundo.“Investimentos em educação e a redução do custo de contratação das empresas também são outras alternativas benéficas a longo prazo”, acrescentou Magalhães.

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