Outra vez; escola entregue terá que ser reformada
A Escola Municipal Paulo Bandeira, situada no Benedito Bentes, em Maceió, foi reformada e entregue a comunidade em novembro do ano passado. Entretanto, está apresentando problemas estruturais que atingem a comunidade escolar e os moradores que vivem no seu entorno. Vereadores da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Maceió visitaram a Escola. Alunos e funcionários sofrem sintomas de doenças. Escorpiões e ratos são vistos com frequência. 800 alunos estão sem aulas.
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Alagoas247 - Uma unidade de ensino reformada e entregue em novembro do ano passado já apresenta problemas estruturais que têm prejudicado não só a comunidade escolar, mas também as pessoas que moram no entorno da Escola Municipal Paulo Bandeira, situada no Benedito Bentes. Integrantes da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Maceió estiveram, nesta quarta-feira (22), na unidade, para realizar uma vistoria. A escola está com as aulas paralisadas desde a última segunda (20), prejudicando cerca de 800 alunos.
Com a fossa estourada, alunos e funcionários da instituição têm sofrido com sintomas de diarreia e vômito. Bichos como escorpiões, baratas e ratos também se tornaram frequentes na localidade.
A vistoria foi acompanhada pelo engenheiro da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Flávio Abreu, que destacou que vai tentar realizar uma reforma emergencial para solucionar o problema de esgoto na unidade, caso a competência seja do município e não da construtora Miramar, responsável pela reforma.
Os vereadores Silvânio Barbosa, Teresa Nelma e Guilherme Soares conversaram com alunos, pais e funcionários da escola e ouviram reclamações referentes aos prejuízos causados pelo esgoto a céu aberto na unidade de ensino. De acordo com Teresa Nelma, que preside a Comissão de Educação da Câmara, um relatório será elaborado, a partir da vistoria realizada hoje, para ser entregue pelos vereadores à Semed. Nesta quinta-feira (23), a comissão deve se reunir com os representantes da Construtora Miramar para discutir o problema. A análise da água da escola também será solicitada pelos vereadores ao Instituto do Meio Ambiente (IMA).
A funcionária de serviços gerais da escola, Mércia Sampaio, disse que, da maneira em que se encontra a escola não oferece as mínimas condições de trabalho. Nas chuvas da semana passada, ao chegar à unidade de ensino, o esgoto transbordou e os funcionários se depararam com fezes até nas salas de aula.
“Tem muita gente vomitando e com diarreia porque temos que ter contato direto com esses dejetos. Também estamos a todo momento em contato com escorpiões e baratas. Tudo por causa desse esgoto”, falou.
Maria Aparecida, que mora na casa ao lado da escola, contou que não consegue, sequer, almoçar em casa, diante do forte mau cheiro que vem da fossa estourada. “Eu tenho um filho que estuda lá e que está com sintomas de diarreia. Para comer, nós temos que ir para a casa da minha mãe”, afirmou a moradora.
O vereador Silvânio Barbosa ressaltou ainda, durante a visita, que os cerca de 800 alunos da unidade de ensino não podem continuar fora das salas de aula, tendo em vista que a escola fica localizada em um local onde é forte o tráfico de drogas.
Com gazetaweb.com
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