Oposição volta baterias contra Marconi

Depois da cassação de Demóstenes Torres do senado, políticos como Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), à esq., e Miro Teixeira (PDT-RJ) aumentam pressão sobre governador tucano Marconi Perillo; acusação de ligação entre ele e empreiteira Delta se dá no contexto de abrir chance para nova convocação à CPI

Oposição volta baterias contra Marconi
Oposição volta baterias contra Marconi (Foto: Folhapress)


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247 – A luta política dentro da CPI do Cachoeira, mesmo no período de recesso parlamentar, continua. Neste sábado 14, reportagem publicada pela revista Época, com acusações de ligações entre o governador tucano Marconi Perillo e a empreiteira Delta, serviu para estimular o debate em torno de uma nova convocação de Perillo à Comissão. Texto da revista, com base em interpretações de relatório da Polícia Federal, aponta para um suposto compromisso entre o governo e a empreiteira para a realização de pagamentos sobre obras e serviços prestados pela empresa ao Estado. Este acordo envolveria a compra da casa que pertencia a Perillo em Goiânia.

Em nota oficial (íntegra abaixo), o governo de Goiás afirmou que a tentativa de "procurar estabelecer ligação entre três pagamentos feitos à Delta de uma série continuada de outros pagamentos (conferir em transparencia.goias.gov.br) é uma atitude de má fé, leviana e irresponsável".

A reportagem da revista, como esperado, animou a oposição. "Ela torna inevitável a reconvocação do governador Marconi Perillo", afirmou o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), que apresentará na segunda-feira o pedido para trazê-lo de volta à comissão e ter acesso ao relatório da PF que foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no inquérito que investiga o governador. Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), será preciso chamar Marconi para dar, pelo menos, o direito de ele se defender novamente. "Nós estamos diante da possibilidade de esclarecer que houve", disse.

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Abaixo, nota do governo de Goiás em resposta à reportagem da revista Época:

"Tirar de 30 mil horas de gravações fragmentos de conversas, mantidas por terceiros, com o propósito de estabelecer relações que não condizem com a realidade é mais uma atitude de grupos políticos que tentam, de todas as formas, denegrir a imagem do governador Marconi Perillo. O governador responderá com absoluta segurança e tranquilidade todos os questionamentos que eventualmente lhe fizerem durante as investigações, conduzidas pela Procuradoria Geral da República e por iniciativa dele solicitadas. Marconi Perillo tem a mais absoluta convicção de que, ao final das investigações, estará provado que todas essas ilações irresponsáveis não passam de uma manobra política repugnante.

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"Desde o início da Operação Monte Carlo permanecem à disposição da sociedade, e da imprensa em especial, todos os contratos da empresa Delta com o Governo de Goiás. E vale salientar que esses contratos já foram aprovados por uma sindicância feita pela Controladoria Geral do Estado e pelo Tribunal de Contas do Estado e não são objeto de qualquer tipo de contestação de nenhum órgão de controle.

"Em sua grande maioria, os contratos obtidos no governo do Estado pela  Delta vêm do governo passado, e os obtidos na atual administração o foram através de concorrências públicas amplamente divulgadas e disputadas.  No caso, a Delta ofereceu nesses certames descontos acima de 20 por cento. Prova de que a empresa não obteve qualquer vantagem no atual governo é que ela possui valores superiores a R$ 6 milhões, referentes a faturas de serviços prestados na Agetop na administração anterior, que poderiam ter sido pagos na atual gestão e não foram por uma postura adotada pelo atual governo.

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"Além disso, saliente-se que mesmo depois do período da venda da casa, tanto a Delta quanto os demais prestadores de serviços regulares ao Estado continuaram recebendo em dia suas faturas. Procurar estabelecer ligação entre três pagamentos feitos à Delta de uma série continuada de outros pagamentos (conferir em transparencia.goias.gov.br) é uma atitude de má fé, leviana e irresponsável.

"Convém verificar que a Delta possui mais de R$ 4,5 bilhões de contratos nos diversos níveis da administração pública – federal, estaduais e municipais - na grande maioria objetos de fortes questionamentos e com claros indícios de corrupção, mas mesmo assim insistem em tentar encontrar algum tipo de ilegalidade apenas nos contratos que, firmados por essa empresa com o Governo de Goiás, não são objeto de nenhum questionamento por parte dos órgãos de controle ou do Ministério Público.

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"Nesta reportagem da revista Época está claro que mais uma vez tenta-se maliciosamente estabelecer relações entre fatos e versões que não se coadunam.

Goiânia, 14 de julho de 2012

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Gabinete de Imprensa da Governadoria

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