Oposição termina 2012 sem discurso definido

No PMDB existe a já tradicional discussão se Iris será ou não candidato, com a ala que defende a renovação e os iristas de carteirinha; um sopro de renovação foi dado com a eleição do deputado Samuel Belchior para a presidência estadual do partido, mas sua ascensão não representa mudança radical; Iris continua a dar as cartas

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Goiás 247_ As recentes manifestações de descontentamento de Iris Rezende com o PMDB devido à falta de combatividade do partido ao governo estadual trouxeram à tona novamente a dificuldade da oposição em encontrar o discurso exato contra Marconi Perillo.

Enquanto os líderes oposicionistas ainda tentam montar a estratégia mais eficaz para tentarem voltar ao poder em 2014, o governador e sua base aliada sabem não é de hoje o que vão fazer para chegarem fortes no pleito. O próximo ano é decantado pelos governistas como o “ano das obras e das realizações”.

Na oposição as certezas são mínimas e o fato de não encontrarem o rumo certo faz com que até a imprensa seja apontada como culpada por não dar voz à oposição. “Nós temos dificuldade de ter voz. O governador tem mídia espontânea, o que é até natural. Ele consegue mostrar o que está sendo feito, enquanto nós não conseguimos ter espaço para expressar nossas opiniões”, disse o deputado estadual Daniel Vilela (PMDB), em entrevista ao jornal Tribuna do Planalto.

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Para alguns integrantes da oposição e analistas, o principal entrave do grupo oposicionista é a falta de um discurso adequado que tenha repercussão junto à opinião pública. A última brecha que apareceu foi a Operação Monte Carlo que resultou no depoimento de Perillo à CPI do Cachoeira. No entanto, o governador teve desempenho considerado satisfatório na Comissão. Respondeu às perguntas e de tabela conseguiu provocar a ira do relator Odair Cunha, que não escondeu sua vontade de ver Perillo em maus lençóis.

Um exemplo que ilustra a falta de discurso da oposição aconteceu justamente na CPI. A deputada federal Iris de Araújo (PMDB), inimiga declarada de Perillo, não fez uma pergunta sequer ao governador. Dona Iris saiu calada da sessão. Posteriormente, o próprio relatório final jogou contra a oposição em Goiás. O documento foi criticado pelos grandes veículos de comunicação e caiu em descrédito junto à opinião pública.

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Preocupações internas

Alem de não ter um discurso mais contundente, a oposição se vê rachada e os cada grupo preocupado com seus interesses. Vanderlan Cardoso, ainda sem partido, diz que ele, Jorcelino Braga ou Ronaldo Caiado (DEM) será o candidato. Vanderlan saiu do PMDB pelas portas do fundo e não parece disposto a encarar uma reaproximação, pelo menos por agora.

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No PMDB existe a já tradicional discussão se Iris será ou não candidato. Tem a ala que defende renovação e os iristas de carteirinha. Um sopro de renovação foi dado com a eleição do deputado Samuel Belchior para a presidência estadual do partido. Mas, a ascensão de Samuel não representa mudança radical afinal de contas ele é indicação do próprio e Iris, que continua a dar as cartas.

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